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    A Idéia de matar Belina -

    Luiz Lopes Coelho

    DBA
    2004
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 8572343067
    Português Brasileiro
    3.5
    18 avaliações
    Leram25Lendo3Querem14Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados14Avaliaram18

    Nos contos do livro, o delegado Leite, da homicídios, desvenda crimes intrigantes.

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    Luiz Pereira Júnior16/10/2021Resenhou um livro
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    O como e o porquê

    (Quase) Sempre é bom pegar um daqueles livros meio esquecidos nas prateleiras do “para ler” e alternar com os sucessos do momento. E sempre é bom perceber que a linguagem muda, a visão do mundo se alterna, mas a leitura sempre servirá para algo (e até mesmo para aquilo que pensávamos que ela não servisse). Os contos de “A ideia de matar Belina” fazem parte desse mundo distante (mas nem tanto assim) no tempo, mas não no espaço (eu nunca havia lido contos que tomassem como referência o universo das corridas de cavalo). Essa pequena obra é composta por uma série de contos detetivescos (sempre há um assassinato em cada um dos contos – e, mais uma vez, o homicídio por envenenamento dá as caras, nesse que é um chavão do gênero policial), em que os maiores motivos são o interesse, a ambição, o dinheiro e, talvez, lá no fundo do crime, um pouco do amor não correspondido, do amor insatisfeito, do ciúme de não poder ter aquele que se ama. No prefácio, diz-se que o autor criou o primeiro detetive na ficção nacional (o velho Leite) e quem sou eu para desdizer essa informação? Seja como for, é uma leitura parecida com todas as obras de literatura policial que conhecemos. Mas, um momento: se pensarmos bem e com justiça, cada gênero (literário, artístico, musical...) tem suas características próprias e, muitas vezes, o que podemos considerar como plágio é na realidade a busca dessas características próprias, sem as quais o próprio gênero parece mudar de forma, de aspecto, de semblante. Afinal, sempre haverá um crime, uma vítima (ou até mais de uma), um assassino (ou até mais de um) e um ou mais motivos que levaram ao crime. Acredito (sim, é um ponto extremamente subjetivo, eu sei) que o mais importante no gênero policial não seja o crime, a vítima ou o assassino, mas sim os comos e os porquês (como o crime foi cometido? Por que o crime foi cometido? Como o crime foi solucionado?). E, dito isso, sempre haverá novos comos e novos porquês para um gênero tão detratado pelos adeptos da chamada literatura culta...

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    Luiz Lopes Coelho

    O escritor e advogado paulistano Luiz Lopes Coelho (1911-1975) é, sem dúvida, a principal referência da literatura policial brasileira nos anos 60. Entre seus livros se encontram “O Homem Que Matava Quadros” e “A Ideia de Matar Belina”, que reúne oito contos, de que separamos “A Ideia de Matar Tia Belina”, até hoje considerado pelos críticos um marco do suspense nacional. Nas investigações seu personagem central é um delegado, o dr. Leite, que antecedeu, entre poucos outros, Mandrake, de Rubem Fonseca, e Espinosa, de Luís Alfredo Garcia-Roza. Coelho, que chegou a ser advogado de nomes famosos da arte brasileira, como Oswald de Andrade e Flávio de Carvalho e frequentava as rodas boêmias de São Paulo, teve como companheira Diná Lopes Coelho, que se dedicou apaixonadamente à divulgação da pintura e escultura do país. O escritor morreu em 75 em decorrência de um acidente de carro no Guarujá e Diná, em 2003, pouco depois de concluído um documentário sobre sua participação na vida cultural brasileira. O que fica claro nos textos de Luiz Lopes Coelho é uma limpidez sem precedentes no gênero literário por que optara, em termos de Brasil, de certa forma contrariando também o formalismo adotado na escrita de caráter profissional pelos advogados de então. Hoje suas obras são mais facilmente encontradas em sebos.

    7 Livros
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    São Paulo, Brasil

    Luiz Lopes Coelho