Em uma época que o sentido real da adoração está distorcido, esse livro é uma leitura ideal.
Nele o autor desenvolve alguns tópicos que explicam onde, como e quando temos a oportunidade de adorar ao Senhor.
Já no início, o autor cita a famosa cena em que Jesus fala à mulher samaritana que “o Pai procura os verdadeiros adoradores, e estes, o adoram em espírito e em verdade” (João 4:23). E, como bem colocado por Bob, nós buscamos aquilo que nos tem valor, que tem importância. Logo, verdadeiros adoradores são importantes pra Deus.
Mas o que é adorar em espírito e em verdade? É ser sincero na minha adoração? É cantar músicas com melodias que me levam a sentir arrepios?
O autor vai nos trazer a definição mais significativa das palavras de Jesus. Como o próprio mestre falou no versículo 24, Deus é espírito, por isso devemos O adorar em espírito, com uma adoração que brota de um coração sincero. E adorar em verdade, significa que a adoração a Deus deve estar pausadamente alinhada à verdade das escrituras. D. A. Carson diz que adorar a Deus em verdade “é acima de tudo uma forma de dizermos que temos de adorar a Deus por meio de Cristo” (Worship by the Book, p. 37).
Portanto, qualquer adoração que negue ou minimize as verdades de Deus presentes em Cristo e nas escrituras, nos levará a idolatria.
E, embora a adoração diz respeito essencialmente a Deus, ela não é unicamente sobre Deus. E o autor vai nos detalhar variadas formas de adorar ao Senhor, como por exemplo a execução dos dons no serviço da igreja. Seja recebendo os irmãos, cuidando do som, do slide, ou fazendo a limpeza do templo. Em tudo podemos, e devemos, glorificar ao Senhor.
Também não poderia faltar o capítulo sobre adoração e musicalidade. O autor nos ensina sobre o equilíbrio na música, para que nossas emoções não estejam firmadas no toque da bateria, ou no solo da guitarra, mas na compreensão da mente sobre a verdade em relação a Deus.
Enfim, um livro muito rico, e só lendo para poder absorver essa mensagem tão importante nos dias atuais, em que vemos muita gente enganada, achando que adorar a Deus é apenas ir na igreja ao domingo, levantar a mão e cantar de olhos fechados, sem nem se atentar a letra da música.
No capítulo final, o autor nos lembra que toda adoração presente é um ensaio para o dia em que veremos nosso Deus face a face e O adoraremos eternamente!