A melhor coisa da "Mulher-Maravilha dos Novos 52" é a arte. Gosto muito mesmo do trabalho realizado pelo Cliff Chiang e pelo Goran Sudzuka, mas o roteiro do Brian Azzarello apesar de ser muito fluido, de fácil leitura e gostoso de ler não me agrada. Azzarello constroe um história na qual a Diana é sistematicamente desconstruída ao ponto de transformar a Princesa das Amazonas cuja missão é ser uma pacifista numa Deusa da Guerra. Nem vou comentar o quão desagradável é ver a protagonista da história está sempre sendo cercada e ajudada por homens como se apenas a força somada das mulheres não fosse suficiente para realizar proezas. Falta a Mulher-Maravilha uma roteirização feita por uma mulher que entenda na pele o que é ocupar um lugar tradicionalmente ocupado por homens, o que é crescer cercada por mulheres, o que é ser mais forte que muitos homens, o que é ter consciência da necessidade de proteger e se unir as mulheres em situação de fragilidade social para lutar contra o patriarcado em busca de um mundo mais justo e equilibrado.
Mulher Maravilha. Pele
Brian Azzarello
Panini
2018
160 páginas
5h 20m
ISBN-13: 9788542609899
Português Brasileiro
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