Oi Gente, tudo certo?
Trouxe uma indicação de um lindo romance nacional, que vai abordar o amor muito além da aparência e primeiras impressões.
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“Só que o amor não tem cara, ele se apaixona pela alma, pela essência e não escolhe por quem sentir”
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Sabe aquele sonho de fazer um intercâmbio no exterior para melhorar a carreira profissional ou ter mais experiência de vida? Então isso não acontece com a Beatriz, que tem no intercâmbio, patrocinado por sua madrinha, a única chance se ter um futuro e esperança ajudar sua família.
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Do interior do Brasil, Beatriz cresceu na zona rural, numa fazenda, onde a tecnologia era escassa e as oportunidades de emprego mais raras ainda. Ao embarcar na Irlanda, sem conhecer direito o idioma, o choque cultural é inevitável, toda sua cultura, vulnerabilidade e inocência tendem a ser prejudiciais a sua adaptação nesse gelado país.
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Acompanhamos então a trajetória e os aprendizados. A autora o convida a compreender que ninguém sabe a real força que possuí, até que o próprio contexto lhe obriga a se mostrar capaz, mostrar seu potencial, criar vínculos e amizades com personalidades distintas, estabelecer os verdadeiros limites e acima tudo que a verdadeira felicidade não vem do outro mais sim de dentro.
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Paralelo a essa questão o livro aborda de forma muito sensível as pessoas que na Irlanda são conhecidas como Knackers, que sempre se vestem de moletom cinza, caracterizando uma parcela da população irlandesa, que vive em condições de vulnerabilidade social e financeira, e sobrevivem através do apoio governamental. Existe um grande estereótipo acerca dos Knackers, relacionando-os como arruaceiros, desocupados, drogados, ladrões, entre outros.
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E é nesse cenário que Beatriz se depara com um garoto knacker, Becan, que desperta na personagem muita curiosidade e incompreensão, de como um país desenvolvido pode apresentar um comportamento tão preconceituoso? Assim Beatriz parte na sua jornada de responder essa questão assimilando o quanto a falta de empatia e respeito pela cultura alheia agravou e foi propulsora naquele contexto, e como simples atitudes poderiam fazer diferenças enormes.
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É um livro diferente do todo romance improvável, porque tudo acontece de forma muito humana, e através da empatia e vontade de fazer a diferença pelo próximo, ao perceber que as pessoas se conhecem de verdade, quando tem a chance de olharem para dentro de si e que só assim descobrem a possibilidade de amar.
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A minha parte favorita foi como a autora abordou um tema muito importante que é a questão de desigualdades e preconceitos, conseguindo dentro da história romper todos pré-conceitos que são tão impregnados na sociedade, norteando a dinâmica das relações através dos determinantes sociais, e tudo isso através de uma questão contemporânea, com uma narrativa leve e personagens muito autênticos.
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