Mocinhos e Bandidos - Controle do Conteúdo Televisivo e Outros Temas

    Vários

    Lazuli
    2006
    118 páginas
    3h 56m
    ISBN-10: 8589052583
    Português Brasileiro

    Em uma sociedade cada vez mais cibernética, vitimada por uma brutal desigualdade social, o papel da televisão motiva discussões e polêmicas em torno de suas responsabilidades e limites. Devido a sua força e alcance - no Brasil, cerca de 90% das casas têm um aparelho - , a qualidade da programação e sua influência tem merecido questionamentos. Mesmo obtendo prêmios internacionais, em reconhecimento à originalidade e à criatividade, o veículo, em sua média, apresenta conteúdos que levam setores organizados da comunidade, em especial professores, advogados e educadores, a exigirem um cuidado maior na informação e nos valores transmitidos. Mocinhos e Bandidos reúne artigos de importantes intelectuais, de diferentes formações, que acompanham a programação da televisão e seus efeitos sobre a população. São discutidos nestas páginas temas como o controle do conteúdo televisivo, a notícia tornada espetáculo em detrimento do seu elemento real, a publicidade do horário infantil e seu impacto na educação das crianças, entre outras. O presente livro traz, assim alguns dos assuntos mais candentes envolvendo a importância política da televisão entre os brasileiros.

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    João Paulo Hoppe picture
    João Paulo Hoppe28/12/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Mocinhos e Bandidos" é uma coletânea de ensaios, anteriormente publicados na Revista E do SESC-SP, sobre, basicamente, a televisão. Qual é a finalidade da televisão? O que se espera dela? Qual a diferença entre qualidade técnica e de conteúdo? Qual a diferença entre controle e censura? Essas e várias outras perguntas são abordadas em vários ensaios. Por um lado, são todos virtualmente cirúrgicos, indo direto ao ponto em sua proposta. Por outro, talvez por isso são muito curtos! Alguns deixam uma vontade de querer saber mais e, sem indicações de material a mais para consultar, fica uma ligeira sensação de que algo faltou. Algo que muita gente esquece, mas que é ressaltado em vários dos ensaios, é que a TV não é propriedade privada das emissoras. É uma concessão, e elas apenas as usam. Há regras que devem ser seguidas, mas parece que há uma ausência de mecanismos regulatórios, apesar de prevista pela Constituição.

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