A Era do Globalismo -

    Octaviano Ianni

    Civilização Brasileira
    1996
    342 páginas
    11h 24m
    ISBN-10: 8520004210
    Português Brasileiro

    Este é um livro sobre algumas das contradições fundamentais da sociedade global em formação no fim do século vinte. Revela as tensões que se produzem com os desenvolvimentos da globalização. São tensões e contradições que atravessam não só as sociedades nacionais, mas também os modos de vida e pensamento de indivíduos e coletividades, compreendendo tribos, nações e nacionalidades, em todo o mundo. Em diferentes gradações, o mundo está sendo desafiado pelas desigualdades sociais, econômicas, políticas e culturais geradas ou agravadas com a globalização. Esse é o cenário em que se forma a cidade global, ressurge e alastra-se o racismo, agrava-se a questão social em escala mundial, abala-se a soberania nacional e emergem estruturas globais de poder. São muitas as transformações produzidas com a globalização. Desafiam as mais diversas formas de agir e resolver problemas, assim como os mais diferentes estilos de pensamento. Sim, a era do globalismo já começou. Ao lado do localismo, nacionalismo e regionalismo, assim como do imperialismo, desenvolve-se o globalismo. É a partir do globalismo que se torna possível compreender os dilemas e os horizontes que se abrem para todo o mundo no fim do século vinte, quando já se anuncia o século vinte e um. Esse é o novo palco da história. Este é um livro sobre esse novo palco da história. Desenha algumas das linhas principais dos movimentos da sociedade global. Focaliza algumas das contradições e tensões fundamentais dessa sociedade, sem o que se torna difícil reconhecer os dilemas e os horizontes que se abrem para todo o mundo.

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    Ari Machado04/02/2010Resenhou um livro
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    “São realidades sociais, econômicas, políticas e culturais que emergem e dinamizam-se com a globalização do mundo, ou a formação da sociedade global”. Este é o conceito que é definido pelo autor. Entretanto ele apenas concebe estas forças que empurram o mundo com apenas uma alavanca: o capitalismo. É analisado no livro a diversidade que cada vez mais se torna única, o mundo agrário que se desagrega e acaba tudo nas grandes cidades globais onde ninguém é ninguém mas que acabam fazendo parte de tudo. Analisa o regionalismo, o nacionalismo em face deste globalismo que vai destruindo tudo. Dá uma pincelada em raças e povos e prenuncia implicitamente uma nova raça de seres globais. Discute os novos neoliberalismo e neo-socialismo como filhos e conseqüências naturais do globalismo. Tudo no livro é implícito, nada é definitivo ou mesmo afirmado, a sensação é de que o autor via tudo mas não quis concluir nada porque nada pode ser concluído ainda. É repetitivo na afirmação de que o capitalismo é o propulsor de toda esta alteração global. Ao se chegar ao final do livro falta um fecho, uma conclusão, falta algo que afinal deveria dizer o que realmente é o globalismo?

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