Leituras da História Nº 119 (Outubro de 2018) - Adeus, Museu

    não informado

    Escala
    2018
    68 páginas
    2h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    - Museu Nacional: Adeus, Museu - Eleições à brasileira - Honras gregas - Voltaire e Luis XIV - A intimidade do filósofo Karl Marx revelada na biografia escrita pelo brasileiro Angelo Segrillo - Missão francesa: O legado de Debret ao retratar uma sociedade desde sempre fragmentada E outras histórias interessantes!

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    R .10/07/2019Resenhou um livro
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    Adeus, Museu!

    Li apenas a reportagem de capa, que também dissertou sobre a memória nacional em aspectos práticos. Curiosamente, tema de redação em recente concurso público em meu estado. Bom para quem havia conferido a revista, publicada no mês seguinte ao incêndio. Em linhas gerais, o texto enfatiza números grandiosos do Museu Nacional (mais de 20 milhões de peças, que o credenciava como o quinto no mundo em objetos museográficos, o maior acervo latino-americano de múmias egípcias e antiguidade greco-romana, tendo coleções de artefatos e gravações de culturas extintas, entre outras preciosidades no contexto de um dos mais importantes centros de pesquisa no país). Em contrapartida, os superlativos estão presentes também na estimativa de perdas (90%) e no nível de descaso, em termos práticos, que somaram-se para a tragédia anunciada. Achei importante a informação de que não foi essencialmente a falta de dinheiro que causou o incêndio (e o histórico de investimentos é vergonhoso e ridículo), mas no comprometimento responsável e de valorização com o patrimônio e memória nacional no nível governamental. Nem plano emergencial para incêndios tinha... O texto abordou também a história, desde quando foi residência de um traficante de escravos, e fatos marcantes em que foi cenário (como a assinatura da independência do Brasil). Tem também coisas curiosas, como a formação do acervo ao longo dos anos e sobre a múmia egípcia que fora uma cantora-sacerdotisa no Templo de Karnak. A edição é de antes de encontrarem o que sobrou do famoso crânio de Luzia. Posso estar errado, mas isso pareceu desviar o foco da tragédia, ao ostentarem como troféu. Um mínimo (vergonhoso) perto dos 90% perdidos. E não estou me referindo aos dignos estudiosos e amantes do museu. Enfim, a reportagem tem curiosidades e um despertar para valores que costumam ser reconhecidos apenas por ocasião da perda.

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