"O Homem que Queria Ser Rei" foi publicado em 1888, ano felícissimo para a produção literária de Rudyard Kipling. Representa seu melhor, ainda que seja um conto alegórico sobre a maçonaria. O eu narrador, um jornalista que vai para o interior da Índia, encontra em um trem um estranho vagabundo inglês, que lhe pede que retransmita uma mensagem a um amigo invocando o pertencimento de ambos à maçonaria. O jornalista executa a missão e, algum tempo depois, vê aparecerem na redação os dois sujeitos, de nomes Peachey Carneham e Daniel Dravot, que o informam de seu projeto de se tornarem soberanos do Kafiristão, região remota do Afeganistão, e pedem-lhe que lhes forneça todas as informações de que dispõe a esse respeito. No dia seguinte, encontra-os de novo em um colorídissimo caravançará, um fingindo ser um padre louco e, o outro, seu criado, enquanto procuram uma caravana para partir.
