No Brasil, a experiência de livros-objeto nasce nitidamente do encontro entre poetas e artistas visuais nos períodos Concreto e Neoconcreto (final dos anos 50 e começo dos anos 60). A poesia concreta foi fundamental para sublinhar aspectos formais e sonoros das palavras, fazendo com que o texto se descolasse de uma sintaxe tradicional para outra sintaxe, poética-visual. Como desdobramento das ideias desse período, uma das parcerias mais inovadoras e de fundamental importância para as artes gráficas e suas relações com a poesia no Brasil, Augusto de Campos produziu com o artista e teórico Julio Plaza uma série de objetos-poemas tridimensionais que se movimentam à manipulação, os POEMÓBILES.

