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    Confissão de Fé de Westminster comentada por A. A. Hodge -

    A. A. Hodge

    Os Puritanos
    1998
    600 páginas
    20h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.9
    15 avaliações
    Leram61Lendo75Querem234Relendo7Abandonos4Resenhas2
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    A Confissão de Fé, cuidadosamente escrita em Westminster em 1646 por mais de uma centena dos principais teólogos puritanos, apresenta uma das melhores e mais concisas declarações da fé cristã. O propósito do autor neste livro é analisar os capítulos e as seções da Confissão, comprovar e ilustrar seu ensinamento e auxiliar tanto o aluno quanto o professor com uma série de perguntas anexadas a cada capítulo.

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    André Garcia de Paula picture
    André Garcia de Paula11/06/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Confissão de Fé

    Para quem quer saber as ideias protestantes que nortearam o calvinismo, essa Confissão de Fé é uma leitura imprescindível. Ela simplesmente, depois da Bíblia, é a base da doutrina de várias denominações evangélicas, protestantes e históricas no Brasil, como os Presbiterianos e os Metodistas, por exemplo. Além disso, ela é toda comentada por um dos maiores teólogos que já existiu, o inglês A. A. Hodge.

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    Archibald Alexander Hodge profile picture

    Archibald Alexander Hodge

    Archibald Alexander Hodge (1823-1886) foi um ministro e teólogo presbiteriano. Foi o filho mais velho e sucessor de Charles Hodge, como teólogo em Princeton, educado na Universidade de Princeton (1841) e Princeton Theological Seminary (1846) e veio a defender a teologia calvinista na tradição iniciada por Archibald Alexander, de quem ele recebeu o nome. Ao graduar-se em teologia, Hodge e sua família foram para Allahabad, Índia, como missionários presbiterianos. Entretanto, foram forçados a retornar por razões de saúde, e Hodge tornou-se um pastor em Maryland, Virginia e Pennsylvania por vários anos (1851-1862). Em 1864 tornou-se professor de Teologia Sistemática no Western Theological Seminary, Allegheny, Pennsylvania, em 1878, ele aceitou a cadeira de Teologia Didática e Exegética no Princeton Theological Seminary, uma posição que ele ocupou até a sua morte em 1886. O seu livro Life of Charles Hodge (1880)[1] não foi meramente uma biografia para elogiar o seu pai. Ele revela as características da piedade evangélica que motivava todos os princetonianos – o papel da conversão na experiência religiosa e a necessidade de equilibrar entre uma dinâmica vida devocional com a crença numa doutrina ortodoxa.[2] Em seu livro Outlines of Theology (1878),[3] Hodge respondeu aos liberais que usavam uma cosmovisão naturalista para interpretar a Escritura. Aos críticos que reivindicavam contradições existentes no texto bíblico e entre a Bíblia e o que os cientistas alegavam encontrar na natureza, o jovem Hodge fez explícita a doutrina de Princeton a inspiração verbal e plenária. Enquanto dificuldades na interpretação e aparentes declarações irreconciliáveis existem, nenhum deles provou que reais discrepâncias foram encontradas. Tanto as obras na natureza como a Palavra de Deus são revelação, deste modo a pesquisa científica nunca poderá, em última instância, conflitar com o ensino bíblico. Hodge reafirmou a sua concepção sobre a inerrância num artigo chamado “Inspiration”[4] escrito com Benjamin Breckinridge Warfield, em 1881, para o Presbyterian Review. A sua denominação adotou a concepção de Princeton acerca da Bíblia como o seu ensino oficial na Portland Deliverance (1892) e o Five Point Deliverance (1910), que influenciou o debate Fundamentalismo-Modernismo. Após a Guerra Civil, Hodge liderou a resistência evangélica contra o crescente secularismo. No Primeiro Concílio Geral da Aliança Mundial das Igrejas Reformadas,[5] em 1877, ele denunciou o intento de substituir o teísmo bíblico pelo Naturalismo[6] como fundamento filosófico da educação das leis, da política e outras instituições públicas. Argumentou contra as exigências secularizadas de que a religião devesse ser aplicada somente na moralidade privada e que a vida pública fosse ser neutra, Hodge sustentou que Deus conduz tanto as nações e indivíduos responsabilizando-os por implementar os princípios bíblicos na vida pública. Acreditava que a Igreja e o Estado poderiam estar separados, mas como ardente pós-milenista, ele também pensava que a religião precisava intimamente integrar-se à política americana, à economia e às instituições sociais. Em seu livro Popular Lectures on Theological Themes publicado postumamente, em 1887, Hodge convocou o Calvinismo para uma revitalização. Ele defendeu que somente a cosmovisão reformada, pois ela procura a glória de Deus em todas as áreas da vida, é suficientemente abrangente para prover uma base bíblica para a família, as leis, a educação e economia. NOTAS: [1] Disponível gratuitamente em PDF . [2] Para um estudo mais abrangente da piedade e ortodoxia dos teólogos do Princeton Theological Seminary indico W. Andrew Hoffecker, Piety and the Princeton Theologicans – Archibald Alexander, Charles Hodge, Benjamin B. Warfield (Grand Rapids, Baker Books, 1981). [3] Este foi o primeiro manual protestante de Teologia Sistemática a ser publicado em português. Os primeiros missionários presbiterianos ao fundar um seminário teológico no Rio de Janeiro, viram a necessidade de verter em nossa língua um texto que pudesse ser acessível e suprisse o curso de teologia, numa perspectiva reformada. A tradução do Outlines of Theology foi realizada pelo Rev. Francis J.C. Schneider, e foi publicado em 1895, em Portugal. Recentemente a Editora PES fez uma revisão da linguagem, e publicou-o em 2001. [4] O livro está disponível em forma digital para quem maneja o software LOGOS. [5] O World Alliance of Reformed Churches é um concílio que perdeu a sua identidade teológica reformada contaminando-se com o liberalismo e posteriormente com a neo-ortodoxia. As atuais propostas se direcionam pra o sincretismo religioso, as questões de gênero e sexismo, ordenação feminina, debates da política econômico-social, pró-inclusão do homossexualismo na igreja e outros temas afins. O seu site pode ser acessado AQUI. [6] Naturalismo é “a opinião de que o universo ‘natural’, o universo da matéria e energia, é tudo quanto realmente existe. Tal opinião exclui Deus, portanto, o naturalismo é ateístico. Além de Deus, exclui outros seres espirituais, de modo que o naturalismo é materialista. [...] E finalmente, o naturalismo costuma negar que o universo tenha qualquer sentido ou propósito, porque não há Deus nem qualquer outra coisa que possa lhe dar sentido ou propósito.” M.H. MacDonald, “Naturalismo” in: Walter A. Elwell, ed., Enciclopédia Histórico-teológica da Igreja Cristã (São Paulo, Edições Vida Nova, 1990), vol. 3, págs. 9-10. Extraído de D.G. Hart & Mark A. Noll, eds., Dictionary of the Presbyterian & Reformed (Phillipsburg, Presbyterian & Reformed Publishing, 1999), págs. 121-122. Tradução livre: 22 de Dezembro de 2010. Rev. Ewerton B. Tokashiki

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