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    Imagens-ocasiões -

    Georges Didi-Huberman

    Fotô
    2018
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788563824110
    Português Brasileiro
    4.3
    3 avaliações
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    Imagens-Ocasiões, obra de Georges Didi-Huberman (2018) lançamento inédito de Fotô Editorial, em língua portuguesa, traz como confissões generosas o pensamento do filósofo e historiador da arte francês sobre as “apercebenças”, termo recriado em português para traduzir “aperçues”. Trata-se de uma fenomenologia dessas “lascas de imagens” do mundo, que aparecem sob os nossos olhos diante de um turbilhão de coisas vistas. Imagens “passantes”, que vinculam-se e desvinculam-se revestidas de tempo e memória. “O texto é quase uma dança, uma coreografia de movimentos, composta de 29 textos-fragmentos. Acompanhados de referências oriundas de suas leituras e pensamentos, os fragmentos são colocados em jogo, dispostos como num ‘tabuleiro de montagem’ sobre as coisas vistas de passagem. Desafios literários saborosos e fecundos ao pensamento filosófico sobre as imagens”, comenta a organizadora da obra Fabiana Bruno. Imagens-Ocasiões reúne 29 textos-fragmentos, que fazem parte da obra original francesa Aperçues, com tradução de Guilherme Ivo e revisão técnica de Etienne Samain. Do Ateliê Fotô integram o livro 21 fotografias – de 7 artistas participantes dos Grupos de Estudos e Criação – protagonizadoras de uma cumplicidade inusitada com o pensamento poético do autor.

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    Raphael Ferreira16/10/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Não-saber da passante, de Georges Didi-Huberman

    Acusa-se as imagens, desde Platão, de trazerem, de produzirem o erro e a ilusão. Contentemo-nos em admitir que as imagens veiculam, muito a miúdo, algo assim como um não-saber. Mas o não-saber não é para o saber o que a escuridão completa seria para a luz plena. O não-saber se imagina, se pensa e se escreve. Ele vira, então, outra coisa que não o 'nada' do simples desconhecimento ou da simples escuridão: ele vira noite que tremula, na qual fracos lampejos passam e nos amaravilham na escuridão, e nos tornam desejantes de revê-los. Como quando os vagalumes fazem uma noite de verão dançar, por exemplo. Deve-se, pois, fazer a hipótese de que o não-saber entretém com o saber - como a desaparição com a aparição - outra coisa que não uma simples relação de privação: uma relação de ponto de vista. Pode-se, pois, fazer a hipótese de que o não-saber seria para o saber o que o vagalume é para a luz ou o que a pequena imagem é para o grande horizonte. Nunca nem são as mesmas coisas que se apercebe, com efeito, conforme se amplie a visão ao horizonte que se estende, imenso e imóvel, além de nós; ou conforme se solicite o olhar sobre a imagem que passa, minúscula e movente, bem próxima de nós à noite. A imagem é sim como um vagalume, um pequeno clarão, a lucciola das intermitências passageiras. Nalguma parte entre a Beatriz de Dante e a 'fugaz beleza' de Baudelaire: a passante por excelência.

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    Georges Didi-Huberman

    Georges Didi-Huberman, nascido em Saint-Étienne em 1953, é filósofo, historiador, crítico de arte e professor da École de Hautes Études em Sciences Sociales, em Paris. É considerado um dos mais importantes estudiosos contemporâneos da imagem. Publicou, entre outros títulos, La Peinture incarnée, suivi de Le chef-d’oeuvre inconnu par Honoré de Balzac, Devant l’image.

    30 Livros
    17 Seguidores

    Georges Didi-Huberman