pp. As propostas e a experiência histórica do anarquismo no campo da educação, durante muito tempo silenciadas, subavaliadas ou mesmo ignoradas, tem colhido nas últimas décadas o interesse da academia no Brasil e em Portugal. Este interesse é perceptível em múltiplos estudos preocupados quer com a história da educação quer da história do próprio anarquismo que têm dignificado este campo quase redescoberto. Desde o estudo pioneiro de António Candeias sobre a Escola-Oficina no.1 (Lisboa), em 1994, outros surgiram centrados em actores relevantes como Pedro Penteado (Brasil), Adolfo Lima, Aurélio Quintanilha, por exemplo, ou no ideário pedagógico acrata. A obra de Rogério de Castro entronca nessa fileira de estudos, reproduzindo, no essencial, a tese de doutoramento em Educação que o autor defendeu em 2014 na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O seu inventário de recursos bibliográficos assinala esse interesse pelo tema em 15 teses de mestrado e de doutoramento defendidas em História e em Pedagogia, na maior parte no Brasil. Neste contexto, a especificidade do trabalho de Castro foi mostrar, através da documentação coeva, o vínculo entre a modernidade presente nas ideias pedagógicas acratas e o movimento operário paulista na década de 1910, época em que ficou marcado pela influência exercida pela militância e pelo ideário anarco-sindicalista e sindicalista revolucionário.
Nem Premio, Ne Castigo: Educaçao, Anarquismo, e Sindicalismo Em São Paulo (1909 á 1919) -
Rogério de castro
Editora Primas
2017
348 páginas
11h 36m
ISBN-13: 9788555078286
Português Brasileiro
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