Na virada do século, nada de Alvorada voraz, Sérgio dormia até mais tarde, em sua covardia de, por exemplo, esconder-se em títulos de 9 versos, ou revelar seu vício-mulher deixando o leitor atônito. Também admiro Iscariotes porque ele se parece mais comigo (mentira, só percebi isso depois de ler A décima sétima vitória dos mouros...) e a mulher a quem ninguém nega o sexo, sim, eu sou um deles. Aqui, músicas (que conheço), contos (que me surpreenderam) e a acidez oigeriana típica de um provocador. Os covardes também cantam canções de amor documenta o que foi ser jovem em plenos anos 2000. Toda uma geração envolta na dúvida: por onde seguir? Devemos seguir? Sergio-Salles-Oigers, para a nossa satisfação, seguiu e segue vivo, mais que vivo, criando. E seguindo o Sol. Porque os sós foram feitos sóis.
Os Covardes Também Cantam Canções de Amor -
Sergio Salles Oigers
Gambiarra Profana, Folha Cultural Pataxó
2018
68 páginas
2h 16m
ISBN-10: 8440647123
Português Brasileiro
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