Finalizei a leitura.
Esse livro apareceu em uma das minhas séries favoritas, e apesar de não encontrar a mesma edição que vi na série, a edição de bolso estava disponível no saudoso Book Depository.
Na verdade, passei um bom tempo sem ler qualquer coisa, mas sempre buscava esse livro quando a psicoterapia parecia ser o caminho para a solução de todos os problemas.
O livro fala sobre o papel do psicoterapeuta e das figuras que ocuparam este papel anteriormente. Trata das dificuldades e maravilhas que encontramos em nossa moderna peregrinação/jornada pessoal à procura de alívio, iluminação, paz, poder, alegria ou de algo que ainda nem sabemos. Trata da nossa relação com os gurus, vistos como retentores da sabedoria, das metáforas, dos mistérios. Apesar de a premissa do livro ser um encorajamento a não depender dos gurus, a importância do psicoterapeuta não é descartada. A cura acontece quando o paciente conta a sua história. O psicoterapeutas ou gurus são ouvintes importantes, que não deixam de ser peregrinos também.
A primeira parte do livro me deixou tão empolgado ao ponto de me fazer retomar meu antigo hobby de traduzir. Tanto a leitura quanto a tradução dos primeiros capítulos me presentearam com muitos momentos ð¤¯.
A segunda parte do livro não deixa de ser interessante. São onze capítulos que contam diferentes histórias de peregrinações/jornadas de pacientes, personagens da literatura ou mitos para trazer luz sobre algumas das principais buscas empreendidas pelo homem.
A terceira parte do livro nos mostra as experiências do autor em seu trabalho como psicoterapeuta em uma unidade prisional com pacientes que cometeram crimes de natureza sexual. Na parte final do livro o autor fala sobre sua jornada pessoal.
A barreira do idioma foi um pouco difícil de transpor nesse livro, esta primeira leitura completa foi um pouco forçada para que acontecesse, o que não é algo muito agradável de se fazer.
Sobrou uma certa ressaca... mas certamente nada que possa impedir novos encontros durante os próximos... 10 anos?