Pluto tem se tornado uma leitura mais demorada do que antecipei. Foi uma mistura de mudança da minha rotina, com um novo emprego, e o próprio ritmo da história que me perdeu um pouco. Mas é como eu sempre digo, assim que eu abro o mangá tudo vai embora e eu só leio compulsivamente.
Esse volume, diferente dos outros, foca em menos linhas narrativas, por boa parte dele vemos apenas um núcleo da história sendo desenvolvido. Essa sensação de fluidez e continuidade causada, traz uma espécie de alívio na leitura. Pelo lado da narrativa ela se torna mais leve, mas pelo conteúdo do roteiro, é bastante pesada. A história segue para o fim, mas ainda guarda surpresas e bastante tristeza, um combo que o Urasawa sempre entrega em suas histórias.
Continuo com a minha visão de que Pluto é uma história mais engessada do que Monster. Sinto que ela foi um pouco mais esticada do que deveria, mesmo com apenas oito volumes. A sensação de mistério muitas vezes se perde pela falta de entrega, de uma recompensa. Mesmo quando algo é revelado, você continua sem entender onde aquilo se encaixa e o que significa.
Com o tempo isso foi me dando uma sensação de desconexão com a obra, e sinto que entre os volumes 5 e 7 fui me distanciando da história enquanto não estava a lendo.
Saio desse penúltimo volume mais animado e curioso pelo final em comparação aos anteriores. Epsilon é um personagem incrível e mal vejo a hora de ler esse desfecho!