Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Um retrato do artista quando jovem (Mimo) -

    James Joyce

    Autêntica
    2018
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788551303276
    Português Brasileiro
    3.5
    10 avaliações
    Leram20Lendo0Querem34Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos1Desejados34Avaliaram10

    Joyce começou a escrever o livro que se tornaria Um retrato do artista quando jovem em 1908, concluindo-o no início de 1914, quando tinha 32 anos. O livro descreve o desenvolvimento intelectual e artístico do personagem Stephen Dedalus ao longo dos anos de sua infância e juventude. Embora o romance se baseie em episódios e personagens da vida de James Joyce, Stephen Dedalus não é James Joyce. E Um retrato não é um biografia ou uma autobiografia de James Joyce. Enfim, Um retrato é, para todos os efeitos, uma obra de ficção. Apesar do experimentalismo radical de seus livros posteriores (Ulisses e Finnegans Wake), Um retrato permanece como uma das obras centrais do modernismo literário de língua inglesa.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Carla Parreira picture
    Carla Parreira30/09/2024Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Um Retrato do Artista Quando Jovem (James Joyce). A obra retrata o tumulto emocional da adolescência e as decisões que um jovem artista, Stephen Dedalus, enfrenta ao se desligar da sua família, religião e país para seguir o caminho das artes. Essa história, que é também uma espécie de autobiografia do autor, apresenta Stephen como um alter ego de Joyce. Ele vive em um ambiente católico rigoroso e, por um tempo, considera se tornar padre, mas à medida que cresce e explora o mundo, começa a perceber a hipocrisia em sua vida e nas doutrinas que sempre seguiu. Durante seu amadurecimento, ele se vê dividido entre a religiosidade imposta e os prazeres mundanos que começa a experimentar, como a frequência a prostíbulos. Essa dualidade gera um conflito profundo em sua consciência, refletindo os dilemas morais e espirituais que o atormentam. Um momento crucial ocorre durante um sermão avassalador que ouve na igreja, onde a visão do inferno e o destino dos pecadores o abalam tanto que ele acaba adoecendo, literalmente paralisado pelo medo e pela culpa. Esses momentos de terror e confissão revelam como Stephen se sente cada vez mais sujo e indigno, levando-o a desabafar seus pecados em confissões constrangedoras, buscando uma forma de redenção. O diálogo com o padre, que o aconselha a abandonar suas práticas imorais, destaca a luta contínua de Stephen contra seu desejo e suas obrigações religiosas. Essa sequência de eventos ilustra o estado de confusão em que ele se encontra, uma vez que, embora se sinta corrompido, também busca viver de uma maneira que o permita desfrutar da vida. Os dilemas que enfrenta refletem não apenas suas experiências pessoais, mas também questões universais de questão de identidade e moralidade. A narrativa de Joyce se torna, assim, um retrato multifacetado de um jovem em busca de seu lugar no mundo, enquanto luta contra as influências opressivas da sociedade e de sua consciência. Essa epifania na praia ocorre quando ele vê uma jovem, simbolizando sua conexão com a beleza e a liberdade que ele anseia. A imagem dela o inspira, e ele percebe que somente através da arte poderá encontrar uma forma de escapar das amarras que o cercam. Essa busca pela liberdade artística é a única maneira que ele identifica para ultrapassar as limitações impostas pela sua educação rígida e pela sua cultura católica. Ao rejeitar o seminário, Stephen não apenas se afasta de uma vida religiosa, mas também de um conjunto de valores e expectativas familiares que o definem. Aqui, ele se torna um Dédalo moderno, tentando construir suas próprias "asas" para voar para fora do labirinto que é sua vida. Essa construção de asas é uma metáfora poderosa e reflete o desejo de ultrapassar as barreiras do seu passado e da moral tradicional. O significado de sua jornada é a busca pela autenticidade em um mundo que constantemente tenta moldá-lo. Stephen, através de sua imaginação e curiosidade, busca criar um novo eu, distante dos dogmas que o aprisionam. As referências mitológicas associadas ao seu sobrenome são indicativas da complexidade de seu caráter; assim como Dédalo, que projetou o labirinto, Stephen deve agora encontrar uma saída para suas próprias confusões internas, unindo o que é considerado caótico e repressivo em uma expressão artística que o permitirá se libertar. O dilema de Stephen entre o reconhecimento de sua identidade e o desejo de abandoná-la para seguir seus impulsos criativos é um reflexo da luta artística: a necessidade de se desprender do que não serve e abraçar o desconhecido. Enquanto observa a jovem na praia, ele não apenas vê uma figura de beleza, mas também a possibilidade de um novo começo, um espaço onde sua criatividade pode florescer. É nesse momento de introspecção e alucinação artística que ele vislumbra uma nova vida, onde a arte se torna sua única salvação e forma de expressão, representando uma rebelião contra as forças que sempre tentaram controlá-lo. As fotos que Joyce oferece ao leitor formam um álbum rico em experiências, onde cada evento, por mais isolado que pareça, contribui para um entendimento mais amplo da jornada de Stephen. Ele se vê em situações emblemáticas: o castigo injusto na escola, a curiosidade em relação a uma jovem e a complexidade das interações familiares, revelando um jovem que, apesar das adversidades, busca sua própria verdade. À medida que avança para a vida universitária, Stephen parece florescer em meio ao caos, em contraste com a rigidez do seminário. As discussões sobre estética e beleza se tornam centrais, refletindo suas inquietações e a busca por significado em sua arte. O diário de Stephen serve como um retrato íntimo de seu emocional tumulto, revelando sua necessidade de romper com as expectativas familiares e sociais. O apoio de sua mãe, enquanto ele faz as malas, simboliza tanto um encerramento quanto um novo começo. Ele reconhece a importância das lições que recebeu, mas agora busca a autonomia para explorar suas próprias experiências. O chamado à ajuda divina mostra a dualidade de sua jornada – um desejo de se libertar enquanto ainda busca uma conexão com suas raízes. Essa cena é uma metáfora da juventude e da busca por identidade, onde a solidão é marcada pela vitalidade da vida ao seu redor.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 10
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas20%
    • 1 estrelas0%
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores55
    • Similares0