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    O Conto dos Contos: Pentameron - ou O Entretenimento dos Pequeninos

    Giambattista Basile

    Nova Alexandria
    2018
    558 páginas
    18h 36m
    ISBN-13: 9788574924359
    Português Brasileiro
    4.3
    18 avaliações
    Leram19Lendo10Querem113Relendo0Abandonos5Resenhas5
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    Era uma vez um conto de fadas recheado por outros 49 contos de fadas. Este é O conto dos contos, com que Giambattista Basile nos presenteou no início do século XVII. Escrito em napolitano para entretenimento da corte, O conto dos contos inspirou mestres da literatura como os irmãos Grimm e Charles Perrault, ou do desenho animado como Walt Disney. Nos cinquenta contos que compõem o Conto, ogros horrendos de bom coração, donzelas não muito castas, príncipes valentes e princesas mimadas, dragões malvados, rapazes tolos, mas audazes, animais falantes, belíssimas fadas, reis e rainhas, são elevados pela primeira vez à categoria de personagens da literatura, com seus encantamentos e magias. O Conto percorre o imaginário popular, sobretudo napolitano, mas também vai buscar na mitologia e na tradição de outros povos seus argumentos. Histórias que circulavam entre o povo miúdo e no mais das vezes eram contadas às crianças, são reelaboradas em chave irônica, quase iconoclasta, o que vale ao livro o subtítulo de o entretenimento dos pequeninos, “o que não queira dizer (como alguns, e entre estes Grimm, acreditaram, tomando ao pé da letra o título jocoso) que fosse composto para crianças. Era, ao contrário, composto para homens, para homens literatos, experientes e vividos, que sabiam entender e saborear coisas complicadas e engenhosas” (Benedetto Croce). Pela primeira vez se contou a história da moça obrigada pela madrasta a limpar a casa (A gata borralheira); do gato esperto que faz o dono enriquecer (O gato de botas); da menina presa numa torre que joga os cabelos para o namorado (Rapunzel); das duas crianças deixadas no bosque pelo pai a pedido da madrasta (João e Maria), e tantas outras memoráveis figuras encantadas que hoje fazem parte do nosso imaginário. São histórias engraçadas e assustadoras, românticas e terríveis, em que o autor não poupa os detalhes sórdidos, eróticos e escatológicos, embaladas pelas alegorias e metáforas intermináveis próprias do período barroco. Entrar no mundo mágico e exuberante criado por Basile é participar do maravilhoso e do atemporal, do fascínio de quase quatrocentos anos de literatura.

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    Marcos Augusto picture
    Marcos Augusto22/03/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A obra é composta por cinquenta histórias. O quadro narrativo constitui a primeira delas, da qual surgem as outras fábulas, narradas por dez personagens femininas durante cinco dias; com o último conto de fadas, voltamos à história principal, que encontra a sua conclusão. A história de moldura, é a da princesa Lucrécia, conhecida como Zoza, que se vê na situação de não conseguir mais rir. Em vão o seu pai tenta fazê-la sorrir trazendo para a corte um grande número de acrobatas e bufões, mas Zoza não consegue escapar ao seu perpétuo estado de melancolia. No final de cada um dos primeiros quatro dias surge um diálogo em verso, de moral, em que são atacados os vários vícios humanos, da hipocrisia à ganância, representando-os num estilo hiperbólico e grotesco. Seus contos de fadas mais famosos são versões italianas de contos que conhecemos, como 'La gatta Cinderela', que será revivido por Charles Perrault como 'Cendrillon'. A fábula 'Petrosinella', primeira versão conhecida de Rapunzel, e 'Sol, Lua e Thalia', uma versão da Bela Adormecida. Escrito em língua napolitana, no século XVII, a obra é de tom moralista e escrita para o publico adulto, o mundo descrito por Basile é miserável, vil, cheio de tabernas, bordéis, casas de jogo. Basile era fascinado pelo folclore, costumes, música e pelo dialeto do povo napolitano. Ele começou a estudar seriamente as coisas napolitanas e começou a colecionar contos de fadas e contos populares, apresentando-os em um estilo napolitano animado, com muito sabor local e todos os ornamentos e extravagâncias do que era então um pequeno reino.

    10 curtidas

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    • 4 estrelas33%
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    Giambattista Basile

    Giambattista Basile (Giugliano in Campania, 1566 - id., 23 de fevereiro de 1632) foi um soldado e escritor italiano. Foi soldado mercenário a serviço da República de Veneza, servindo em Veneza e na ilha de Creta, onde frequentou a "Accademia degli Stravaganti", sociedade literária local. Após curtas temporadas em Stigliano e Mântua, retorna á região natal de Nápoles, onde presta serviços como soldado e administrador a vários senhores feudais. Sua obra maior é "Lo cunto de li cunti", também conhecido com "Pentamerão", livro escrito em prosa no dialeto napolitano, um conjunto de fábulas dirigidas às crianças que recolheu do povo e de tradições locais em suas viagens. Vários personagens hoje muito conhecidos como Cinderela (La Cenerentola), Rapunzel e A Bela Adormecida (La bella addormentata nel bosco), posteriormente também recontadas por Perrault e os Irmãos Grimm, constam dessa obra. Foi o primeiro livro em língua latina a citar um ogro. Foi publicada postumamente por sua irmã, Adriana Basile, uma famosa cantora da época.

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    Giambattista Basile