Não é à toa que esta tem sido minha série preferida nas Hqs! O potencial dramático de cada personagem é sempre explorado de forma eficaz pelos roteiristas. Há muito espaço para discussão filosófica e psicológica. Temas como persona, invevitavelmente invocando comparações com personagens históricos como Dorian Gray, ficam rememorando em nossa mente ao longo da leitura desta edição.
Neste número, o roteirista James Tynion IV segue dando brilho ao potencial embate entre o homem que aparenta ser um monstro, mas que luta para ser uma pessoa boa e reabilitada. A bela arte de Briones traduz o drama, com nuances soturnas.
A saga trágica é épica e comovente, acendendo o pavio para um terrível embate entre os Morcegos. Batwoman cruzou a emblemática linha ética de Batman: matar como forma de salvar vidas. A partir daí, o furacão emocional consequente toma conta de cada personagem.
A segunda estória aborda a origem de Basil Karlo e o Cara de Barro. A profundidade emocional da história, que resgata a infância do personagem, demonstra a competência do roteirista e dos gráficos em dar credibilidade aos viloes de Gotham. Cá entre nós, por isso que Batman tem os melhores viloes. Mesclando os vários ?Cara-de-Barro?, desde 1940, a leitura traz ainda a origem de sua amada Glory e do porque ele tanto se responsalizaria por ela no futuro.