O provecto senhor chamava-se José Cândido Pontes Visgueiro e a jovem Maria da Conceição. Ele sexagenário. Ela uma menina de 13 anos de idade. Ele desembargador. Ela uma pobre rapariga. O destino colocara ambos frente a frente, pela primeira vez, na porta da casa do velho celibatário, quando este a abriu para entregar uma esmola à garota que, na ocasião, se encontrava acompanhada de sua mãe. Esse ligeiro encontro foi suficiente para Pontes Visgueiro informar-se de quem se tratava a adolescente e por ela enamorar-se. Não imaginava ele que essa jovem mulher lhe traria muitos problemas e que um dia, tomado de intensa paixão e insuperável ciúme, cravaria um punhal assassino várias vezes no corpo dela, levando-a à morte instantânea e brutal.
