O Caso Dreyfus A partir da interceptação de uma carta, em setembro de 1894, cujo conteúdo teria segredos estratégicos, o Estado-Maior francês sai à busca de um culpado e depois de breves investigações chega ao Capitão Alfred Dreyfus, um judeu, que é acusado de espionagem em favor da Alemanha. O papel de Rui Barbosa Rui Barbosa, quando vivia na Inglaterra em 1895, logo após o julgamento e da condenação de Dreyfus escreveu para o Jornal do Commercio, no Rio de Janeiro, texto em que apontava as questões políticas e, especialmente, jurídicas para expor a ilegalidade e inconsistência do processo contra o Capitão Dreyfus destacando absurdo da única “prova” contra Dreyfus, o famigerado bordereau em que se baseou a acusação e que levou a condenação de Alfred Dreyfus. Salientou Rui, que a defesa além de não terem acesso ao citado documento, quando tentavam contestar a autenticidade da imprestável “prova”, tinham suas vozes cortadas. Também destacou, no texto sobre o controvertido julgamento, que: “Dreyfus não tinha nenhuma nódoa, um traço duvidoso. Quinze anos de serviços imaculados e a alta posição de confiança, que ocupava no mais delicado ramo da administração da guerra, definem-lhe a fé de ofício..." Embora o texto de Rui Barbosa tenha se centrado em fazer uma comparação entre o sistema judicial inglês e o sistema francês, não se pode negar a importância do trabalho, principalmente, para os leitores no Brasil.


