Pesado.
Eu tinha um exemplar deste livro há muito tempo. Muito tempo mesmo. Era das minhas irmãs e praticamente eu cresci com ele. Só que nunca o li. Não sei o motivo. Apenas folheava-o mesmo depois de ser alfabetizado, mas nunca fazia a leitura. Até que um dia nos desfizemos dele e muitos anos depois eu encontrei outro à venda. E o comprei. Mas novamente não o li. Então peguei férias do meu atual emprego e fiz umas faxinas e descartes de vários produtos. E entre o processo de ver o que seria descartado, doado, posto à venda ou que permaneceria comigo, acabei reencontrando este livro e pensei que como eu teria um compromisso que me faria ter a necessidade de ler algo durante uma viagem, acabei levando-o e lendo. Foi uma experiência nostálgica. Levei anos para ler uma narrativa que me lembra, de uma certa forma, uma mistura de "João e Maria" pelas crianças perdidas com "João e o Pé de Feijão" pela aparição do gigante. No entanto, creio que esta versão adaptada da Cordelia Dias ainda ficou muito pesada pelas mortes mencionadas. Seja como for, foi uma jornada de encontrar algo de meu passado e ter tido a experiência de ler um livro que foi tão presente na minha infância. O que farei com o exemplar? Eu não sei. Ele ainda está comigo na data em que escrevo esta resenha. Mas o que quer que eu faça com ele, a lembrança ficará comigo por muito tempo... Nota: no fim das contas, eu dei o exemplar para a minha irmã. O que quer que aconteça com o livro, ela que decidirá.
