Knulp
Knulp é uma obra do escritor alemão Hermann Hesse, autor de Demian e Sidarta (já li. Rsss). Apresentado o escritor, vamos a nossa resenha. Essa estória se passa em 1890 ambientado em alguns vilarejos perdidos da Alemanha. A primeira aventura de Knulp se passa na casa de um amigo dele, chamado Rothfuss, cuja profissão é peliceiro, ou seja, trabalha no beneficiamento de couro. Esse senhor é casado, (tem uma treta aqui) mais não tem filhos. Uma certa noite muito fria Rothfuss recebe em casa um amigo chamado Knulp. Ele é um viajante, solteiro, boêmio, de boa aparência, bon-vivant, (no popular, vagabundo mesmo. Rsss). Ele é muito bem recebido e tratado da melhor maneiro possível pelo seu amigo. Em seguida, é apresentado à sua esposa. Logo a mulher traz uma janta e se mostra muito simpática (treta). Os amigos conversam bastante e depois vão dormir. No dia seguinte, depois de descansar bastante, de uma longa viagem, Knulp vai rever alguns amigos no vilarejo, sempre com muita simpatia. A esposa de Rothfuss já começa a se interessar pelo jovem e bonito rapaz (mas ele desconversa e sarta fora). Knup conhece uma jovem que mora e trabalha numa casa vizinha a do seu amigo e a convida para um passeio. Eles passearam foram a uma festa e depois ele a trouxe até perto de casa (pronto só foi isso, não rolou nada de mais). No dia seguinte ele já se foi, sem se despedir (talvez para evitar problemas). Num desses passeios ele conta a um amigo, que possui um filho. A próxima estória já se passa com um outro amigo, em outro lugar. Eles já aparecem conversando, tomam umas e outras e logo cedo Knulp vai embora, sem avisar nada (de novo, já é uma prática do rapaz). Os anos passam e ele já é agora um senhor. Numa de suas andanças e ele encontra na estrada um velho amigo de infância, chamado Dr Machold. Esse cidadão oferece uma carona e o leva para casa, pois Knulp está com uma aparência muito doente. Ao amanhecer, já hospedado na casa do amigo, eles relembram os dias em quem eram colegas nas aulas de latim na escola que frequentavam juntos. O médico ajeita uma internação para Knulp no hospital da aldeia natal do viajante. Mais tarde, o médico consegue uma carona para Knulp até a vila onde ele será supostamente internado para tratamento de uma tuberculose. Mas, ao chegar lá, ele não procura o hospital, vai até os endereços conhecidos dele, procura sua futura futura ex namorada de infância, chamada Franziska, porém ela já se foi (essa namoradinha, inclusive, foi a responsável pela saída dele da escola e sua mudança de vida). Após esse passeio, ele segue para a floresta. Pelo caminho ele bate papo com mais um conhecido e depois segue seu destino melancólico pelas estradas da região rumo a floresta. No último ato da obra ele conversa com Deus. Um bom papo, esclarecedor, que acalmou sua alma, suas angústias. Assim ele aceitou seu destino, fez as pazes com o seu passado, com suas decisões e relembrou seus melhores momentos da juventude, onde era feliz e fazia as pessoas felizes. Aos olhos de Deus, ele fez tudo certo. The end. Assim chegamos ao final dessa linda obra. Achei bem reflexiva, poética, um pouco triste. Próximo livro indicado no posfácio: Narciso e Geldmund ou O lobo da estepe (acho que já li). Um bom dia a todos.

