Matador de Onça (Prosa) -

    Félix Ramos de Meneses

    UCG, Kelps
    2009
    82 páginas
    2h 44m
    ISBN-13: 9788577667079
    Português Brasileiro

    O senhor sabe o crói? O crói apimentado é bafo de onça fungando no pescoço do cidadão. E frio e fedorento: tem cheiro de defunto mal conservado. Pus a mão pra me proteger, mas força o braço da gente é muito pouca prum bicho desses. Chamei por Nossa Senhora da Penha, do Guarinos, que viesse me socorrer, ou que pelo menos fizesse a mordida doer menos, que eu tivesse pelo menos um fim menos dolorido. (do conto Matador de onça) Logo uns policiais vieram ver o que acontecia. Se fosse um pé rapado, peão aqui do Fanha que nem eu, a gente sabe como ia ser: derrubavam logo ele da moto, davam umas broncas públicas, uns chutes na canela, depois era levado pra cadeia, pra apanhar, com tempo, caso alguém importante não viesse soltar. (do conto Cavalo de pau)

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