RESENHA DE NARUTO (VOL. 30)
''Ei! Gaara, você está me ouvindo?!'' O Time 9 consegue remover o selo de barreira da entrada do esconderijo enquanto o Time 7 prossegue em direção à entrada. Ao entrar, O time 7 se depara com Deidara sentado sobre o corpo de Gaara, e Sasori, ao seu lado. Deidara foge com o corpo de Gaara, com Naruto e Kakashi o perseguindo enquanto que Sakura e a senhora Chiyo ficam para lutar contra o Sasori. Durante a luta de Sakura e da senhora Chiyo contra Sasori, conhecemos a sua verdadeira face e posteriormente o seu verdadeiro corpo, que a esta altura, é quase completamente uma marionete. ''Devolva o Gaara!! Seus idiotas!!'' Este mangá é narrado em terceira pessoa. A linguagem utilizada pelo autor é simples e os diálogos costumam ser breves e bem diretos. Neste volume temos um Naruto psicologicamente abalado e desestruturado, agindo de acordo com a natureza da situação e se deixando levar completamente pelos estímulos externos. Kakashi está tentando acumular chakra para enfrentar Deidara enquanto que também precisa se preocupar em cuidar para que Naruto não faça nenhuma besteira que possa os comprometer. Sakura e a senhora Chiyo se mostram as mais diretas e eficazes na luta contra esta dupla da Akatsuki. Neste ponto da história temos a confirmação da morte de Gaara e a visão do desespero e do sofrimento de Naruto ao constatar tal situação. O fato de não conseguir salvar seu amigo da morte e ver o seu corpo ser tratado como um troféu do inimigo foi muito angustiante e despertou em Naruto um grande acesso de fúria. Francamente, quem de nós no lugar de Naruto estaria agindo de modo diferente? Aposto que ninguém. A perda de um desconhecido impacta, mas a perda de um amigo, ela marca para toda a vida. A dor de Naruto é tangível ao leitor. Esta foi uma leitura muito cativante, marcante e chocante, pois apresenta uma quebra de expectativa muito grande em relação ao destino de Gaara e Naruto. Masashi Kishimoto, o autor desta obra, é um mangaká e escritor japonês. Eu indico este mangá para o público a partir de doze anos de idade.
