Triologia do verão
Sabe aquele tipo de livro que parece que foi escrito pra você? Que você lê e sente tudo como se estivesse vivendo junto? Foi assim comigo e The Summer I Turned Pretty. Eu já tinha ouvido falar da história, mas nada me preparou pra intensidade do que eu senti lendo. E mesmo depois de ver a série duas vezes, o livro ainda conseguiu me atingir de outro jeito. A história gira em torno da Belly (que, sim, eu amo de paixão), e tudo acontece naquele lugar mágico: a casa de praia onde ela passa todos os verões com a família de Susannah, sua segunda mãe, e os filhos dela — Jeremiah e Conrad. E o Conrad… meu Deus, o Conrad. Tem algo nele que é impossível explicar, mas a Belly sente — e a gente sente junto. O livro é leve e doloroso ao mesmo tempo. Ele fala sobre crescer, se apaixonar, perder e tentar entender os próprios sentimentos. É sobre aquele verão em que tudo muda, o corpo, a cabeça, as relações. E Jenny Han escreve isso de uma forma tão simples, tão delicada, que é impossível não se emocionar. Eu chorei, óbvio. Várias vezes. Principalmente nas partes em que a Susannah aparece — porque a gente sabe, né. A gente já sente o peso do que vem. Ver a Belly entre os dois irmãos, tentando entender o que sente, tentando se encontrar, é muito real. Ela erra, se confunde, às vezes toma decisões que a gente não tomaria — mas é isso que torna tudo tão verdadeiro. E o trio Conrad-Belly-Jeremiah é pura confusão de sentimentos, do jeitinho que eu amo. Terminei o livro querendo voltar no tempo e viver um verão como aquele. Sentir o cheiro do mar, rir à noite com os amigos, se apaixonar de novo… mesmo que isso doa. The Summer I Turned Pretty é mais do que um romance adolescente. É um pedaço da vida, daqueles que a gente nunca esquece. E eu nunca vou esquecer o que esse livro me fez sentir.

