Chorar por Dido É Inútil - Santo Agostinho: As Confissões e o Manejo da Literatura Pagã

    Hugo Langone

    É Realizações
    2018
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788569677208
    Português Brasileiro

    Neste belo e cuidadoso estudo, Hugo Langone investiga, após examinar os diálogos mantidos por Agostinho com alguns discípulos na cidade de Cassicíaco e o seu projeto de cultura exposto em De Doctrina Christiana, o uso que o santo faz da literatura latina na obra Confissões. O problema surge porque, além de as ficções pagãs frequentemente narrarem atos de moralidade duvidosa, a erudição a respeito delas é comumente estimulada por mera vaidade – e usurpa um tempo e uma atenção que poderiam ser dedicados a assuntos espirituais. Agostinho lamenta, por exemplo, que um dia haja pranteado a morte da rainha Dido, personagem da Eneida de Virgílio que comete suicídio após apaixonar-se por Eneias, herói que relatava as suas próprias aventuras. Langone demonstra que, longe de fazer uma simples reprovação, Agostinho se apropria genialmente da literatura pagã, ao mesmo tempo reconhecendo o seu valor e apontando a sublimidade do cristianismo.

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    Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra01/07/2025Resenhou um livro
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    ''Neste belo e cuidadoso estudo, Hugo Langone investiga, após examinar os diálogos mantidos por Agostinho com alguns discípulos na cidade de Cassicíaco e o seu projeto de cultura exposto em De Doctrina Christiana, o uso que o santo faz da literatura latina na obra Confissões. O problema surge porque, além de as ficções pagãs frequentemente narrarem atos de moralidade duvidosa, a erudição a respeito delas é comumente estimulada por mera vaidade – e usurpa um tempo e uma atenção que poderiam ser dedicados a assuntos espirituais. Agostinho lamenta, por exemplo, que um dia haja pranteado a morte da rainha Dido, personagem da Eneida de Virgílio que comete suicídio após apaixonar-se por Eneias, herói que relatava as suas próprias aventuras. Langone demonstra que, longe de fazer uma simples reprovação, Agostinho se apropria genialmente da literatura pagã, ao mesmo tempo reconhecendo o seu valor e apontando a sublimidade do cristianismo.'' - Disal

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