Mulher sob a influência de um algoritmo -

    Rita Isadora Pessoa

    Cepe
    2018
    101 páginas
    3h 22m
    ISBN-13: 9788578586881
    Português Brasileiro

    Uma mulher a cada página. Uma mulher como eu, uma mulher como você. Em Mulher sob a influência de um algoritmo, a autora percorre dezenas de possibilidades de existências femininas autônomas, relacionadas entre si ou arbitrárias, em busca de uma mulher que sempre escapa, fugidia. Nesse livro de poemas de Rita Isadora Pessoa, o algoritmo da linguagem tem a função de oráculo e a contingência dos números acompanha o gesto de desaparecimento de uma mulher que se recusa a ser escrita em linguagem java ou html. O livro foi vencedor da categoria poesia na terceira edição do Prêmio Nacional Cepe de Literatura.

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    Nara Barrocal31/05/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Poesia alimento da alma.

    Ler poesia tem sido uma experiência nova que me ajuda a recarregar as baterias. Principalmente em ressacas literárias e ou dificildades em me concentrar. A poesia vem com esse convite delicioso de um ritmo outro, sem respostas fáceis. Essa leitura me surpreendeu muito. E me fez pensar aspectos da feminilidade, realidades de mulheres em meio a adversidades... As violências que permeiam nossas existências. Tão diversas e atravessam as nossas subjetividades. Gosto de sentir o quão profunda pode ser a mente de uma mulher. Uma amiga. Uma desconhecida. Uma mulher como eu também mulher. E tão inúmeras são as nossas inquietações. Vulcânicas. Abaixo um dos poemas que mais amei: uma mulher com uma maldadezinha dentro de si essa é para você que é o tipo de garota cuja bússola moral não aponta invariavelmente para o norte [uma mulher de vida dupla questionável e de índole duvidosa com as contas pagas sem nenhuma satisfação a dar] uma mulher que sente como que um embrião — um centro de incipiente malignidade a crescer noturno no espaço vago entre o peito e a garganta relando com seu focinho inumano a superfície de seus sonhos ou de seus pensamentos em vigília uma mulher com um órgão invisível prestes a se tornar palpável que palpita intumesce insistente que adormece somente a contragosto e dá notícias da gênese de um mal muito particular.

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