A Pequena Manicaca - (Eu, Aviação e Sertanópolis)

    Eulina Esteves

    Impressos Urgente
    1985
    124 páginas
    4h 8m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    "Sempre tive pendores pela aviação e jamais pude pilotar, visto que as minhas ocupações me impediram. Mesmo assim, voei com amigos, pilotos treinados, que me fizeram gozar as emoções do vôo e das acrobacias. Hoje, tenho mais de trezentos mil quilômetros voados...por todo o orbe. E, não gozei do prazer soberbo de pilotar um avião. A aviação é, e sempre foi uma tentação. Não admira que a "executiva", instruída nos segredos da indústria e do comércio, após períodos de medo e de receio forte, aderisse às lides aviatórias. Nem os labores da dona de casa a impediram, quando o vírus das alturas contaminou-a, tornando-a, então, caso perdido, a invejar o vôo dos corvos e dos pássaros que enfeitam, graciosamente, os ares, e soberbamente os dominam, em seus plácidos remígios. Isso aconteceu, com o nosso Santos Dumont, o sonhador que acreditava em seus devaneios e que realizou o grande desejo humano de voar." Eulina Esteves virou "manicaca" após vôos inseguros, trepidantes de aprendiz, num aviãozinho amarelo como um girassol, que trambolhou os miolosos miolos austeros da dona de casa, da mãe de filhos e da esposa. Vencido o pavor, iniciou-se em sua vida de Interior do Estado do Paraná, um brilhante transcorrer de emoções, de experiências inolvidáveis, que lhe deram firmeza nas decisões, abrindo-lhe as portas do mundo maravilhoso do silêncio. "Silêncio, o grande Império do Silêncio, -exclama Carlyle- mais alto que as estrelas, mais profundo que o reino da Morte!" De lá, do azul puro dos céus, tornava como se tivesse renascido, cheia de fé no futuro e de forças que lhe tangiam os nervos, num desejo incontido de fazer algo diferente, de viver emoções e experiências nunca aprendidas. A "manicaca", e este seu pequeno livro, são provas real e indiscutível da vitória daquela pequena mulher que se tornou "anjo motorizado" e que viveu beleza, que sentiu novas cores em seu mundo, antes apagado e mesmo aborrecido. Contacto! Giro da hélice e pronto! Palmas, à novel autora. Curitiba, Inverno/1985

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    Kauan Chaves Dercoski picture
    Kauan Chaves Dercoski05/01/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Meu primeiro livro

    Este foi o primeiro livro que eu ganhei, no meu primeiro ano de vida, no meu primeiro dia das crianças. Quem me deu foi minha Bisavó junto com esta dedicatória: "Querido Kauan, quando você tomar conhecimento do conteúdo deste livro, é possível que eu já não esteja neste mundo. Ele foi escrito justamente para meus netos e bisnetos, para que eles tomando conhecimento da luta de sua avó ou bisavó (como é o seu caso), tenham força para seguir sempre o caminho do amor e da honestidade, duas virtudes que quando aplicadas em nossa vida com reprocidade, evita o sofrimento para nós e para os que nos são caros. Este é o meu presente para o seu primeiro dia das crianças. Que Deus lhe abençoe e que você seja sempre um motivo de alegria para os que lhe amam. Um beijo da bisavó que lhe deseja toda felicidade do mundo. Eulina Curitiba, 12 de outubro de 1991." É um livro de uma lutadora, uma mulher exemplo. Toda vez que leio este livro me sinto mais perto dela, e percebo como ela faz falta. Lembro do seu apartamento, e de todos aqueles aviõeszinhos espalhados pela casa. Lembro de um em especial, que girava no teto, que ela o parava com uma almofada. Eu adorava isso. Posso ter passado pouco tempo com ela, mas já foi o bastante para ser inesquecível.

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