Reforma da Previdência - Por que o Brasil não Pode Esperar?

    Paulo Tafner,‎ Pedro Fernando Nery

    Elsevier
    2018
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788535293142
    Português Brasileiro

    Por que apenas 12 países do mundo além do Brasil não possuem idade mínima para aposentadoria? O que é maior, o orçamento da saúde ou o da pensão por morte? Por que existem mais aposentadorias rurais do que idosos no campo? Por que mais da metade dos militares se aposenta antes dos 49 anos? E qual o real efeito da Previdência no combate à pobreza? Essas são apenas algumas das perguntas respondidas nesta obra. O livro Reforma da Previdência: Por que o Brasil não pode esperar? se propõe a explicar didaticamente este tema tão complicado e controverso, mas extremamente importante para todos os brasileiros. “Nos 15 capítulos desta obra e nas mais de 250 páginas, o leitor encontrará o detalhe da informação. A comparação com dezenas de países. Os argumentos do porquê reformar. E mais, tudo apresentado de forma simples, direta e didática. A linguagem não é rebuscada; as informações estão organizadas; os gráficos e tabelas são autoexplicativos. É quase como ler um bom romance e chegar ao fim com a 'história na cabeça'." - Armínio Fraga Neto.

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    Neno08/10/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Não é contábil, mas fundamentalmente demográfico.

    Por que faz-se necessário uma reforma previdenciária? Existe um déficit previdenciário? Como entendê-lo? O pesquisador e economista Paulo Tafner, juntamente com o Professor Doutorando Pedro Nery destrincham todas as previdências existentes com dados, gráficos, dissertam sobre argumentos acadêmicos falaciosos, apresentam os gastos mais impactantes no que concerne o déficit atuarial e os possíveis cenários que serão enfrentados. A questão, segundo os autores é a magnitude da despesa, sem custo de oportunidade e com acelerado crescimento. Um dos impactos significantes é, levando em consideração juros e correção monetária, os grandes devedores falidos com dívidas já reconhecidas como inexequíveis pelo Judiciário, mas que permanecem na carteira da PGFN por anos com medição de eficiência prejudicada. Vale ressaltar que, a Constituição vigente de 88 é, por classificação, Analítica e rígida. Ou seja, ela desce às minúcias estabelecendo regras que deveriam estar em leis infraconstitucionais visando uma proteção mais eficaz contra investidas do legislador ordinário, porém, com o processo legislativo mais dificultoso para alterações estratificadas em cláusulas pétreas. O regime assimétrico que obviamente, funcione como um seguro contra a idade avançada, está estabelecido em um país majoritariamente situado na linha da pobreza. O crescimento explosivo da dívida pública pode um dia se tornar impagável, que implicaria uma carga tributária estratosférica, com risco de hiperinflação e impressão de dinheiro. O sistema de fato é de caráter auspicioso, uma conquista importante do nosso País. Porém, nas palavras dos autores: Cortejar gastos previdenciários com os gastos da dívida no momento que o país incorre em sucessivos déficits primários, ou seja, quando impostos não são destinados ao pagamento da dívida e o contrário ocorre, é a dívida que financia despesas primárias. Link dos meus highlights: https://drive.google.com/file/d/1jyk8lFFdxWLxY67dcMBngG5bExIenzjt/view?usp=sharing

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