No livro Destinos Traçados nós iremos conhecer Heda e sua mãe Keila Loresson.
Heda é herbalista, herdou esse dom de sua mãe, que lhe ensinou tudo o que ela sabe a respeito dessa profissão.
Junto com sua mãe, ela tem uma loja chamada Loresson's, onde as duas fazem todos os tipos de remédios com suas plantas. Na verdade, Heda é quem comanda a loja, já que sua mãe anda debilitada em questão de saúde.
Para sua surpresa, em um belo dia quando está cuidando do jardim ela conhece Érick Clark. Érick pula o muro de seu jardim e ambos travam uma batalha ali mesmo. Mas depois, as visitas de Érick acabam se tornando constantes e Heda tem medo disso, pois sua mãe não pode ter conhecimento a respeito das visitas de Érick.
Abandonas pelo pai de Heda, ela nunca teve aproximação com ninguém além de sua própria mãe. Ela sequer tem amigos, então essa aproximação com Érick é bem diferente para ela, já que está acostumada a só trabalhar e não faz mais nada.
Érick tem um estilo de vida totalmente diferente do dela, enquanto a família dele é mais rigída e esbanja dinheiro, Heda e sua mãe já levam uma vida mais simples, sem muitas regalias e com muito suor e esforço. Isso pode ser um problema futuramente para eles, já que os pais de Érick esperam que ele ande com pessoas de seu mesmo nível social.
Com essa aproximação, um novo sentimento irá surgir da parte de ambos, um sentimento que nenhum deles está familiarizado e não sabem como lidar com aquilo. Mas tudo dá certo quando eles recebem uma ajudinha extra.
"Ninguém jamais viveria sozinho, as pessoas precisam umas das outras para sobreviver. É isso que nos faz sermos humanos. É, naturalmente, termos nossos caminhos cruzados com os das pessoas. Talvez nem todos vissem isso, mas era algo pessoal de cada um."
Destinos Traçados foi um livro que me chamou bastante a atenção pela sinopse e pela capa, ambos me agradaram bastante e me deixaram com vontade de ler o livro. Quando recebi ele em parceria com a autora, logo comecei a leitura.
Confesso que foi uma leitura um pouco difícil para mim, até mais ou menos a página 100, a leitura foi bem arrastada. Eu não conseguia me conectar com os personagens e achei a escrita da autora até certo ponto muito adolescente.
Depois disso, a autora implantou um pouco de ação no livro, a partir daí, a leitura se tornou mais fluída e me deixou curiosa para saber como iria ser o desfecho.
Outra coisa que eu não gostei durante a leitura, foi que a autora deixou algumas coisas em aberto, como por exemplo, a história a respeito da morte da irmã de Heda. Nós sabemos que ela se culpa por isso, mas não sabemos o que a matou e nem o motivo dela se culpar tanto.
Heda vai amadurecendo bastante durante o livro, ainda mais depois de alguns acontecimentos de sua vida, já no final é perceptível suas mudanças, aquela menina boba das primeiras páginas não existe mais, dando lugar a uma mulher decidida e madura. O mesmo aconteceu com Érick, que foi evoluindo durante a leitura.
A mãe de Heda, Keila, também foi uma personagem que me agradou bastante, assim como Rita, mãe de Érick, que diferente do marido, foi uma mulher super agradável com Heda. Também temos a presença da irmã de Érick, Molly, que é um amor de pessoa, super divertida durante suas aparições na história.
A capa do livro é linda, a diagramação me agradou bastante, porém o que deixou a desejar, e não é a primeira vez que acontece com um livro da editora Autografia, foi a revisão da história, é bem perceptível vários erros durante a leitura, isso não é problema, mas dá para ver que a editora falha bastante nesse quesito.
Em suma, confesso que esperava mais do livro, mas como eu disse, a partir de um ponto a leitura me agradou. Recomendo o livro para quem gosta de livros mais adolescentes.
Resenha postada originalmente no blog Pacto Literário.
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