O xerife Teddy Daniels chega a Shutter Island com seu novo parceiro, Chuck Aule, para investigar a fuga de uma interna do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, reservado para pacientes criminosos. Ela some sem deixar rastros, o que gera suspeitas acerca do que acontece por ali e os tratamentos do Hospital. Quanto mais próximo da verdade, tudo parece mais fora do lugar.
O livro é narrado em primeira pessoa e acompanhamos Teddy, a linguagem é simples e possui um ritmo bom, só que os diálogos são separados por aspas.
Li o livro muito depois de ter assistido ao filme e digo que a experiência da leitura ficou um pouco prejudicada, já que são bem fiéis um com o outro. Claro, que no filme a dinâmica é mais ágil, mas o cerne da história está lá.
Por saber o que iria acontecer e quem era quem, tive dificuldade de manter o foco durante a leitura, por diversas vezes ficava lembrando as cenas do filme e preenchendo o que lia com as imagens de lá, então dispersava e a leitura não prendia tanto.
Fora isso, a história do livro é bem montada e o fato de ser em primeira pessoa torna a experiência mais imersiva e também contribui para o plot. Há certas sutilezas que fazem a gente pensar, mas sabendo o que vai acontecer, fica mais fácil de ver e entender tudo.
A investigação que aparece no livro é envolta de conspiração e faz tudo ser bem coeso, cada passo que Teddy dá, as pistas, enigmas e seu passado, vão se misturando e criando a tensão até o momento do desfecho, que possui uma virada que funciona muito bem. Para quem ainda não assistiu ao filme, recomendo muito a leitura antes.