A escolha do nome da série não poderia ser mais acertado. Ao desenvolver a leitura e descobrir as faces dos personagens, fica evidente que o grupo de amigos não são nada além de cruéis. Lark, Katherine, Lewis, Rowe e Penn são as “pobres crianças ricas”, que reclamam do mundo que cresceram mas são exatamente como os pais que tanto criticam. Penn com sua faceta de bom moço, de professor de ética, com seu discurso de que quer viver sua vida e não fazer o que sua família espera, é o pior de todos. O personagem que mais fala em ética é totalmente amoral.
Natalie é representada como a moça comum, batalhadora, com objetivos, que se esforça para melhorar de vida e seguir seus sonhos. Mas mesmo com tantas virtudes, ela acaba seduzida pelo mundo de glamour que é apresentada. Em alguns momentos queria poder entrar no livro e dar uns tapas para ver se ela acordava para a vida.
Katherine foi a perfeita vilã. Seus passos foram previsíveis, mas nem por isso estragaram a leitura. Foi interessante ver ela antagonizar Penn, mostrando que ele também é capaz das mesmas artimanhas que ela utiliza para conseguir algo.
Lewis foi o mais sensato até o momento. Não sei se ele é um bom mentiroso ou se realmente ele é o mais sensato entre todos. O melhor da leitura para mim foi enxergar que Penn não é o bom moço que tem um lado “mau” escondido, e sim que ele é o cara “mau” que veste a máscara de boa pessoa.
A estória é bem desenvolvida, a trama de mentiras prende o leitor, a aposta que movimenta a narrativa foi um bom adendo, os personagens são bem desenvolvidos, dúbios, deixando várias dúvidas no ar quanto ao seus caracteres. O leitor embarcará em um mundo da alta sociedade, onde cenários luxuosos se mesclam com festas, shows, roupas de grifes, jóias e muita champanhe. Um mundo recheado de dinheiro. Mas onde riqueza será sinônimo de crueldade. E Natalie será a grande prejudicada.