Nos últimos anos, ao realizarem a transição de formas de governo ditatoriais, vários países defrontaram-se com uma tráumatica (e dramática) questão ética: o que fazer com os torturadores do regime anterior? Principalmente quando se sabe que, na maioria dos casos, os aparatos militar e de segurança, principais responsáveis pelas violações de direitos humanos, ainda conservam imenso poder - e não estão nem um pouco dispostos a permitir um ajuste de contas.
