Neste volume de contos as vozes são muitas e uma só. Construído numa linguagem poética, é na vida prosaica que os personagens circulam como diante de nossos olhos. Encarnados, pulsantes, naturezas que não cabem nos nomes que recebem. Num universo onde a homossexualidade é castrada e violentada, as narrativas encaminham nossa leitura para o interior de necessidades e desejos que raramente são tão bem iluminados. Conduzem o leitor ao interior dos personagens para ouvir "aquele som de caverna esvaziada, inexplorada, e fogueira apagada há milênios". Os personagens procuram costurar a própria identidade. Costuram o que foi rasgado, rompido, interrompido. Querem ser chamados pelo nome. Mas o nome não nomeia. O trauma prende seus protagonistas ao presente, "o tempo é questão de ferida", tornando-se insuportável. Neste potente livro o que é limite torna-se limiar, a ferida está sempre prestes a aumentar. A obra investiga a casa como um corpo, o corpo da mãe e o corpo do mundo, o quanto esse corpo é vivo e abrigo, e o quanto ele é câmara que precede o desfazimento. "Como é que escapa de uma mulher [...] todo esse amor que inventamos para nós na casa?" - Andréa del Fuego
Todo esse amor que inventamos para nós -
Raimundo Neto
Biblioteca Pública do Paraná
2018
157 páginas
5h 14m
ISBN-13: 9788566382365
Português Brasileiro
Edições (1)
Ver maisResenhas (1)Ver mais
Estatísticas
Avaliações
4.5 / 12- 5 estrelas67%
- 4 estrelas17%
- 3 estrelas17%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%

