Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas0
    • Leitores8
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Setenta -

    Henrique Schneider

    Biblioteca Pública do Paraná
    2017
    159 páginas
    5h 18m
    ISBN-13: 9788566382259
    Português Brasileiro
    2.5
    3 avaliações
    Leram3Lendo1Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas0
    Favoritos0Desejados4Avaliaram3

    12 de junho, Dia dos Namorados. Para Raul, data do grande acidente. Rapaz acomodado, tímido, bancário, 25 anos, mora com a mãe no centro de Porto Alegre. Nessa noite está tristonho, sente falta da namorada que o deixou há uns meses. Decide ir ao cinema, depois quem sabe tomar uma cerveja... O ano é 1970. Raul não se interessa por política, não presta atenção. Sabe que o país é comandado pelos militares, viu nos jornais que duas semanadas antes houve uma tentativa de sequestro do cônsul americano.Mas são coisas que se passam em outra realidade, num mundo paralelo que não é o mesmo que ele frequenta. Até aquele 12 de junho. A caminho do cinema, Raul é confundido com um suspeito de participação no sequestro frustrado e é apreendido e levado para uma delegacia obscura. "Comunista de merda", é o refrão que passa a ouvir dali em diante. E seu corpo, percebe, transforma-se em um não-corpo. Já não lhe pertence. Está à mercê dos monstros que o detiveram. Na prisão, Raul é forçado a aprender a lógica do absurdo: embora nunca tenha praticado atos ilícitos, tem um ficha policial. Se não tiver, a ficha será inventada. Embora não tenha informações a dar, não há alternativa senão confessar. As máquinas de tortura são instrumentos quase triviais: soqueira, "maricota", pau de arara. São utilizadas quase com desleixo, como se fossem brinquedos. Motivos de diversão. Há até um especialista, que ensina os novatos como elas são mais eficazes. Nove dias depois, em 21 de junho, quando o verdadeiro procurado é preso, Raul é libertado. Com Roberto Carlos tocando no rádio do carro, os policiais largam o prisioneiro numa ruazinha deserta. Ao sol, ofuscando com a luz, Raul reconhece que a partir de agora o medo o acompanhará. Será controlado, vigiado, preso outra vez, maltratado? Essa dúvida viverá dentro dele o tempo todo. E na mesma ocasião se dá conta do significado quase doloroso da palavra "liberdade". 21 de junho é ainda o dia da grande final da Copa do Mundo em que o Brasil venceu a Itália por 4x1, enchendo o país de alegria e ufanismo. A ditadura militar se estendeu de 1964 a 1985. Nesse período, 434 pessoas morreram ou desapareceram por razões políticas. - Heloísa Jahn.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Estatísticas

    Avaliações

    2.5 / 3
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas33%
    • 1 estrelas33%
    Henrique Schneider profile picture

    Henrique Schneider

    Henrique Schneider nasceu em 1963, em Novo Hamburgo/RS – cidade onde hoje vive. Filho da ex-miss e professora universitária Therezinha e do ex-rei Momo e deputado Nestor Fips Schneider, desde cedo esteve próximo da literatura. Ao lado dos jogos de futebol no campinho do colégio e das correrias de polícia e ladrão, os livros e revistas. A loja de brinquedo e a livraria. Além dos livros individuais, Henrique participou de diversas antologias. Possui textos publicados na Espanha, México e Argentina.

    13 Livros
    8 Seguidores

    Henrique Schneider