"Ruins/" é o nome do novo livro de poemas de Uirá Dos Reis, que nós da SuburbanaCo. temos o prazer de lançar em PDF para download gratuito. Quando perguntado sobre o título respondeu somente que "ruins são os poemas, os mundos e as pessoas", complementando que está "de saco cheio de 90% de todos que conheço, sobretudo por suas visões de mundo" e que tem "esperado por uma vida marinha, subaquática". No entanto o livro não parece assim tão mau humorado quanto seu autor. Existe esperança ou ao menos gozo em seus novos poemas. Confiram aqui: http://www.mediafire.com/file/qbffkdl717qvlft/RUINS_.pdf
Ruins/ - Uirá dos Reis
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Ver maisTive acesso a esse livro pela pasta do drive onde o perfil Poesia Pirata disponibiliza diversos pdfs de livros de poesias publicados no Brasil entre 2010 e 2021. Logo, não sei dizer se existe um livro físico, se é apenas um ebook ou é um documento de escritos. Resolvi ler o livro depois de ver uma colega em que confio cegamente no gosto literário, elogiar os poemas. O livro é bem curto, 40 páginas, 29 poemas, mas a profundidade e multiplicidade de informações e emoções é bem grande. São poemas em maioria tristes, melancólicos, noturnos. A atmosfera é de uma cidade depois que anoitece, boêmia, romance e encontro com amigos. Logo, vários poemas são dedicados, ou conversam com outros poemas, poetas. Recordo de um para Leonardo Marona e para Ferlinghetti, podem haver outros que não consegui identificar. Há também diversas metáforas com a mitologia grega, uma ligação forte com esse classicismo, até expressões em latim, sem em nenhum momento ser clássico, apensar intelectual. Um livro de poesia contemporânea de verdade, bonito. AOS MOLDES DE FERLINGHETTI para André Monteiro à revelia da miséria do mundo e do peito à revelia da morte de todos os seres vivos do fim da água potável e da energia elétrica e também da destruição das escolas justo no momento em que elas pareciam servir para alguma coisa à revelia dos terremotos e das doenças inventadas à revelia dos porcos que regem o mundo e dos contentes que são sempre como nada à revelia de deus e do diabo da cobra e da maçã e da colheita fracassada à revelia dos esportes e de seus atletas volumosos e de suas danças idiotas e de suas marcas assassinas à revelia dos prédios todos das multidões tão nefastas das ilusões borbulhantes das tretas imaginadas à revelia do que está posto de tudo o que é verdade de tudo o que é mentira inclusive na verdade à revelia de tudo e de todos mesmo sem ignorar a nada e sempre aflito diante do mundo seguirei.
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