A força do amor
📖 O livro ensina que precisamos muito melhorar esse mundo onde habitamos. Precisamos nos moldar ao amor e retirar de nosso ser os vícios que carregamos, aumentando a capacidade de viver em irmandade, dividindo com os outros tudo que conseguimos de bom para nós, distribuindo compreensão e deixando aqui semeados os frutos do bem. Caminhamos na direção de Deus, mas, para aproximarmos-nos d'Ele, é necessário cumprir o que Cristo nos ensinou: amarmos uns aos outros indistintamente. Não estamos aqui por acaso! Seguimos uma trajetória previamente preparada para cada um de nós. Cabe-nos enriquecê-la com conhecimentos e mudar seu rumo para melhor, praticando a caridade em todas as direções, porque assim ela será mais bonita e menos sofrida. Se hoje sofremos, é porque ontem não aproveitamos todas as oportunidades de progresso. Achei linda a finalização da história quando Tomy e Gina se abraçam após visualizarem com leveza o passado já sem nenhum mistério. O livro transmite com facilidade o quanto à energia de um amor verdadeiro pode mudar a vida das pessoas e do mundo. Também acho incrível constatar que a escravidão tinha sua funcionalidade perante a vida de milhares de espíritos endividados. Isso me leva a crer que nenhuma dor ou dificuldade fica perdida nesse universo sem uma justificativa e um fim propositado dentro do nosso crescimento espiritual. De toda forma, a escravidão é contra a natureza, uma vez que iguala o homem ao irracional e o degrada moral e fisicamente, ou seja, nada justifica a subjugação de outro ser humano. Em resumo, a escravidão é apenas mais um dos inúmeros tipos de ‘erros’ humanos que Deus permitiu (e ainda permite de maneiras diversas da que outrora se efetuava com os negros) para aprendermos lições valiosas que não nos seriam captadas de outra forma. Fico a imaginar o quanto ainda temos para aprender, descobrir, vislumbrar e usufruir nessa vida infinita e rica de possibilidades. Além do mais, o livro deixa claro que a idéia de ‘trocar de cor’ podendo encarnar como branco, negro, mulato ou índio, estabelece uma ruptura com o preconceito e a discriminação racial. Realmente acho interessante a dimensão e profundidade de mudanças que uma filosofia religiosa pode gerar e noto que isso teve reflexo inclusive na área do direito, já existe até uma tal de AJE (Associação Jurídico-espírita) em alguns estados.
