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    Star Wars: Thrawn - Treason (Thrawn #3) -

    Timothy Zahn

    Del Rey
    2019
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9781984820983
    4.3
    35 avaliações
    Leram51Lendo1Querem36Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos2Desejados36Avaliaram35

    Grand Admiral Thrawn faces the ultimate test of his loyalty to the Empire in this epic Star Wars novel from bestselling author Timothy Zahn. “If I were to serve the Empire, you would command my allegiance.” Such was the promise Grand Admiral Thrawn made to Emperor Palpatine at their first meeting. Since then, Thrawn has been one of the Empire’s most effective instruments, pursuing its enemies to the very edges of the known galaxy. But as keen a weapon as Thrawn has become, the Emperor dreams of something far more destructive. Now, as Thrawn’s TIE defender program is halted in favor of Director Krennic’s secret Death Star project, he realizes that the balance of power in the Empire is measured by more than just military acumen or tactical efficiency. Even the greatest intellect can hardly compete with the power to annihilate entire planets. As Thrawn works to secure his place in the Imperial hierarchy, his former protégé Eli Vanto returns with a dire warning about Thrawn’s homeworld. Thrawn’s mastery of strategy must guide him through an impossible choice: duty to the Chiss Ascendancy, or fealty to the Empire he has sworn to serve. Even if the right choice means committing treason.

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    André Bezerra  picture
    André Bezerra 03/08/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Thrawn: Traição

    O projeto de Thrawn, o TIE Defender, se encontra em risco. Orson Krennic tem sido bastante persuasivo para desviar o financiamento de outros projetos imperiais para o seu próprio projeto, o Estrelinha. Assim, às pressas, Thrawn é levado a abandonar seu posto em Lothal e defender o seu projeto. Se embrenhando mais a fundo na política imperial, da qual Thrawn não consegue compreender, ele acaba descobrindo uma conspiração contra o projeto Estrelinha que possibilitou que os inimigos da Ascendência Chiss, os Grysk, se infiltrassem em território Imperial. Os mesmos Grysk que Ar'alani e sua frota Chiss, acompanhados de Eli Vanto, estavam caçando. Com dois projetos imperiais em sua mão, Thrawn terá que escolher a que inimigo enfrentar, e consequentemente, qual projeto preservar. Lutar em prol do Império de Palpatine, ou da Ascendência Chiss. Uma decisão que poderá pôr em risco sua lealdade que vem sendo questionada há bastante tempo. Ou, pelo menos, era o que o livro propunha. Com tanta ênfase numa possível traição de Thrawn, o livro antecipava um dilema que nunca vem à tona. Na verdade, a suposta traição que ele faria, e que estaria relacionada com a dupla lealdade de Thrawn, a qual o leitor já está familiarizado, nunca acontece. Mitth'raw'nuruodo em momento nenhum do livro tem uma escolha difícil para fazer que coloca sua lealdade em risco e que poderia ser considerado traição, como a sinopse apresenta. Entretanto, há sim uma traição orquestrada por outro personagem, mas que não traz muito impacto como seria uma traição de Thrawn. E não foi só o marketing falso que afetou o desempenho do livro. Para os mais familiarizados com o seriado "Rebels", eles sabem que o futuro do personagem já estava definido com o final da série, então, Timothy Zahn estava restringido sobre as coisas que poderia colocar em seu livro. E grande parte do enredo do livro, infelizmente sofre com essa limitação. Os leitores já sabem o que acontece com o projeto estrelinha e o que acontece com Thrawn em Lothal, e o saber antecipado das coisas acaba prejudicando a leitura, pois temos a certeza que algo não vai acontecer com eles durante a leitura. Querendo ou não, isso influenciou e muito no livro. Os Grysk, os inimigos mortais dos Chiss, não parecem tão assustadores porque já sabemos que eles não fazem outra aparição deste livro em diante, seguindo a linha cronológica do cânone. Mas será que com essas limitações o livro é bom, a história vinga? Sim, Zahn consegue deixar o livro interessante e atrativo. Ele consegue elaborar um enredo super intrigante, de apenas um curto diálogo do seriado "Rebels". Cheio de manobras e maquinações políticas, jogos de poder, briga de interesses e muitas cenas de ação, o livro consegue ser diferente dos outros, nos fisgando por não ser o mesmo de sempre. Ele tem um ritmo bem rápido, com pouquíssimas cenas arrastadas. Com certeza o livro é digno de ostentar o termo Space Opera. O livro consegue criar um bom desfecho para a trilogia, que não parece tão uma trilogia, já que os livros podem ser lidos como antologias sem nenhum problema. Algo de grande destaque no livro, foram os personagens como Eli, Faro, Ar'alani e alguns novos. São eles que mais brilham no livro. De nenhuma maneira Thrawn é ofuscado, mas foi prazeroso ver os desvios que o livro dava para se aprofundar mais no ponto de vista desses personagens em suas próprias missões. Thrawn é o mesmo, ele não muda; ou se muda, não o deixa transparecer, mas ele continua sendo um personagem bem cativante. Só que nesse livro em especial, me parece que os outros personagens foram mais interessantes e especiais para a história do que ele mesmo. Não que ele seja dispensável, pelo contrário, sem ele muitas coisas dariam errado e nem seriam descobertas, mas o livro deu a impressão de que ele estava mais por trás dos panos, deixando que as outras pessoas seguissem seus caminhos e intuições, não deixando de as aconselhar. E ver essa confiança de Thrawn nos outros personagens e a certeza de que eles conseguiriam lidar com os problemas, e que, caso desse errado, ele estava lá para ajudar a resolver, foi um dos pontos positivos do livro. É incrível como Zahn consegue contar tantas histórias diferentes que envolvem Thrawn e o universo de Star Wars. Foi prazeroso aprender mais sobre os Chiss, os Grysk e sobre as políticas imperiais. E principalmente, foi excelente rever alguns personagens queridos e desfrutar mais de conversas e encontros entre eles. Timothy Zahn mostra mais uma vez porque é um escritor tão amado entre os fãs de Star Wars. Sua capacidade de escrever personagens muito bem e criar cenários e ações bem cinematográficas, junto com a habilidade de mesclar mistérios e ações no enredo merecem ser citadas. Mas infelizmente, "Thrawn Treason" sofre pelas suas limitações com respeito ao cânone e deixa Zahn restrito em certos pontos. O livro consegue ser um bom romance sim, trazendo uma história envolvente sobre Thrawn e seus inimigos e amigos, mas sinto em dizer que poderia ser mais. O marketing dele falha, trazendo informações falsas sobre o roteiro, e as ligações do livro a Rogue One e Rebels foram boas, apesar delas, direta e indiretamente, serem muito responsáveis pelo desempenho do livro e da direção que ele seguiu. Mas apesar disso, é uma boa leitura, que te envolve daquele jeito que só Star Wars e sua galáxia tão, tão distante conseguem fazer bem. "O fato dele ter chegado ao topo era uma prova de suas habilidades estratégicas e táticas. Mas ele tinha uma falha enorme, gritante e fatal. Claramente, não tinha absolutamente nenhuma competência no domínio da política." "A política, ele tinha ouvido alguém dizer uma vez, acabaria por ser a morte do Império. Política entre homens como Krennic e Tarkin; política indo até a o próprio Palpatine. Brigas internas, disputas de posição, traição com um sorriso, o tempo todo ignorando as ameaças reais. Ameaças de fora... e de dentro." "- Então, no final das contas, você fez isso por lealdade ao Império, - disse Thrawn. - É assim que você vê isso? Não. O que fez foi traição, pura e simples. -Traição, sim, - disse Thrawn. - Mas dificilmente simples." "- Algum dia, Mitth'raw'nuruodo, pensará demais e planejará demais, e tudo vai desabar ao seu redor. Quando isso acontecer, espero que alguém esteja lá para ajudá-lo a se levantar." "- A sua lealdade está em questão, Grão Almirante Mitth'raw'nuruodo. - A minha lealdade permanece firme, Vossa Majestade, - disse Thrawn. - Não há conflito entre o meu serviço ao Império e a minha recente cooperação com os Chiss. - Você fez a mesma declaração e alegou ao Lorde Vader, - observou o Imperador. - Eu me pergunto se essa desculpa está se esgotando."

    5 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 35
    • 5 estrelas49%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas6%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
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    Timothy Zahn

    Timothy Zahn é um novelista de ficção científica. Ele é melhor conhecido pela Trilogia Thrawn (consistindo de Herdeiros do Império, O Despertar da Força Negra e A Última Ordem) que, junto com Dark Empire, reanimou o Universo Expandido. Depois desses, livros de Star Wars por autores como Kevin J. Anderson e Michael A. Stackpole foram lançados, revigorando uma franquia que estava dormente por anos. Zahn também escreveu a duologia The Hand of Thrawn (Specter of the Past, e Vision of the Future). Recentemente, ele escreveu Survivor's Quest, Outbound Flight, Allegiance, Choices of One e Scoundrels, sem iniciar nenhuma outra série. Ele também contribuiu para o roteiro de vários quadrinhos e histórias curtas, incluindo Mara Jade: By the Emperor's Hand. O trabalho de Zahn não se limita a Star Wars. Ele também escreveu a trilogia Conquerors, narrando a história de uma guerra entre os Humanos e uma raça de aliens com naves indestrutíveis e uma forma "anciã" depois da morte. Zahn concordou em posar como seu personagem, Talon Karrde, para o Star Wars Customizable Card Game—embora ele tenha precisado de extensões de cabelo. Com a Trilogia Thrawn, Timothy Zahn é hoje um dos poucos autores de Star Wars publicados no Brasil, pela editora Aleph.

    78 Livros
    125 Seguidores
    Illinois, Estados Unidos da América

    Timothy Zahn