No diálogo Fedro, Platão expõe filosoficamente (através dos seus intervenientes, Fedro e Sócrates), a relação entre a palavra e o pensamento. Em tradução revista e notas de Pinharanda Gomes. Revista e melhorada, esta obra constitui a primeira tradução, feita na nossa língua, deste diálogo platónico. Fedro é porventura um dos diálogos que melhor exprime o ideário de Platão, sendo considerado no grupo dos escritos da maturidade, a par de o Simpósio (Banquete), Fédon e República. O Fedro foi sempre olhado como o natural ponto de partida para o entendimento das ideias de Platão em matéria paidêutica e educativa, por, tal como disse Jaeger, ser “o compêndio mais resumido das ideias platónicas acerca da relação entre a palavra escrita e falada e o pensamento”. Apesar de o aristotelismo português ser mais consistente do que o equivalente platonismo, é evidente que a imagem de Platão obtém a geral simpatia dos leitores e dos amigos da Filosofia grega. Há razões para o facto, e uma delas poderá ser esta: Aristóteles foi o mestre preferido nas escolas, enquanto, a partir do Renascimento, Platão, sem tanto prestígio escolar, beneficiou de uma ampla divulgação latina e vulgar, através dos humanistas e dos tradutores. Platão continua a ser o filósofo mais editado em língua portuguesa e, decerto, o mais lido. Esta tradução amplia e enriquece o leque das obras platónicas em língua portuguesa.
Fedro -
Platão
Guimarães Editores
2000
131 páginas
4h 22m
ISBN-10: 9726651263
Português Brasileiro
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