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    Lógica do Sentido -

    Gilles Deleuze

    Perspectiva
    1998
    360 páginas
    12h 0m
    ISBN-10: 8527301385
    Português Brasileiro
    4.4
    56 avaliações
    Leram124Lendo33Querem234Relendo1Abandonos11Resenhas3
    Favoritos10Desejados234Avaliaram56

    A partir de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, Deleuze procura estabelecer uma teoria do sentido utilizando como termo de comparação o pensamento estóico. Ao retomar estes dois precursores e levá-los à frente, em sua indagação, o autor cria uma perspectiva que não só surpreendeu, quando do seu aparecimento, como continua a surpreender a nova geração de leitores e a proporcionar-lhes parâmetros que contradizem a lição do cotidiano, mas que estabelecem as bases de um novo espaço do pensamento.

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    Larissa Lacerda08/09/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Lógica do sentido

    Lógica do Sentido (1998), de Gilles Deleuze, é uma obra fundamental no campo da filosofia contemporânea que explora a interseção entre linguagem, sentido e o fluxo do pensamento. Deleuze oferece uma análise inovadora da relação entre linguagem e o mundo dos sentidos, propondo uma teoria complexa sobre como os significados são gerados e interpretados. O livro está estruturado em torno da ideia de que o sentido é produzido através de uma dinâmica entre elementos linguísticos e as experiências sensoriais. Deleuze examina como o sentido emerge não apenas através das palavras, mas também através das conexões entre as ideias e os eventos. Ele introduz conceitos-chave, como o “evento”, que descreve o surgimento de sentido a partir da interação entre as forças e os contextos, desafiando as abordagens tradicionais da semântica e da lógica. Deleuze também se engaja com a obra de outros filósofos, como Leibniz e Nietzsche, para desenvolver suas ideias sobre o sentido e a linguagem. Ele critica a noção de que o sentido é simplesmente uma representação estática da realidade, defendendo uma visão mais dinâmica e fluida.

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    Gilles Deleuze profile picture

    Gilles Deleuze

    O trabalho de Deleuze se divide em dois grupos: por um lado, monografias interpretando filósofos modernos (Spinoza, Leibniz, Hume, Kant, Nietzsche, Bergson, Foucault) e por outro, interpretando obras de artistas (Proust, Kafka, Francis Bacon, este último o pintor moderno, não o filósofo renascentista); por outro lado, temas filosóficos ecléticos centrado na produção de conceitos como diferença, sentido, evento, rizoma, etc. O filósofo do Corpo-sem-Órgãos (figura estética de Antonin Artaud, retomada como conceito filosófico por Deleuze em parceria com Félix Guattari). Para ele, O ofício do filósofo é inventar conceitos. Assim como Nietzsche cria a personagem-conceito de Zaratustra, Deleuze afirma em L'abécédaire, entrevista dada a Claire Parnet, ter criado com Félix Guattari o conceito de ritornelo - refrão, forma de reterritorialização (povoamento), e desterritorializaçao. Uma filosofia da imanência, dos diagramas, dos acontecimentos. As principais influências filosóficas terão sido Nietzsche, Henri Bergson e Spinoza. Uma das grandes contribuições de Deleuze foi ter se utilizado do cinema para expor sua forma de pensamento, através dos conceitos de cinema-movimento e cinema-tempo. Deleuze foi um dos filósofos que teorizou as instâncias do atual e do virtual (já elaboradas por outros pensadores), construindo um olhar sobre o mundo a partir das possibilidades: "Um pouco de possível, senão sufoco"

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    Gilles Deleuze