Pensei que fosse história real, pelo contexto do coronelismo no início, cheio de arbitrariedades e abusos, inspiração ao cordelista. Porém, sugestiona e reflete o que não era realidade comum - justiça igualitária, indistinta entre as classes. É o que acontece de forma heroica e romântica no desfecho da obra, em inusitado final feliz, certamente um devaneio.
Curioso quando percebemos posicionamentos diferentes diante de uma mesma realidade. Existiam ações e desejos implacáveis no que seria justiça (com as próprias mãos, provavelmente cética e cheia de desilusões), e também expectativas onde os direitos na prática não faziam acepção de pessoas (uma disposição esperançosa).