Tempo instável na tarde dos anjos desolados (Coleção Poesia Viva) -

    Ademir Assunção

    Centro Cultural São Paulo
    2011
    26 páginas
    52m
    ISBN-13: 9788586196379
    Português Brasileiro

    Poesia Viva é uma coleção de plaquetes de poesia brasileira contemporânea organizada pela Curadoria de Literatura e Poesia do Centro Cultural São Paulo, com o objetivo de divulgar autores de qualidade e representativos de nossa literatura contemporânea, de diversas gerações, tendências e estilos, novos ou consagrados. O conselho editorial da coleção é formado por autores respeitados em nossa crítica literária: Heloísa Buarque de Hollanda, Luiz Costa Lima, Leda Tenório da Mota, Maria Esther Maciel e Antônio Vicente Seraphim Pietroforte.

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    @psi.adriana.scarpin09/05/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Descida aos inferninhos

    "I eureka – grita o poeta achei meu estilo, traço rude de fino tino, quer dizer, daqui detrás dos montes vai ser ferro na perereca cuspe seco, pedra cabralina sinalização de pista de aeroporto fox-xote caboclo muito louco paulista neurótico de férias em Amaralina & que se ferrem as fadas sóis de gelo de falas delicadas não, vai ser na porrada verso cortado a facada bucho de bode, rixa de galo poesia que bebe a pinga no gargalo poeta maldito será o benedito príncipe nefasto das noites de blackout & assim sendo segue a ladainha bandeira a meio pau o poeta arreganha a bainha e sapeca mais uma, assim, digamos descabela o mico, enquanto sonha que enraba as ninfas & bebe o vinho na boca das musas II cansado da palavra polida hímem rompido da beleza clássica o poeta talha o verso com pedra lascada primata astuto, ladrão convicto despedaça pétalas, arrebenta rimas imola virgens, deflora rosas segue viagem com um guia cego desce aos infernos, aos inferninhos gilete nos dentes, entre travecas e putas disputa a tapa a taça de cicuta lambuza os lábios, descobre aos trancos o mesmo gosto do nobre vinho das festas finas III quisera o paraíso, sim, quisera mas só anjas trapaceiras encontrara uma tocava harpa, outra cravava os dentes sacanas amantes dos banqueiros peles ardentes de sóis tatuados sóis negros, céus delirantes sugando esperma em troca de dinheiro vulgares em suas rimas ricas musas de luxo na corte das artes carne à la carte, poesia em postas máscara bem moldada ao talhe da face técnicas, sem dúvida mas sem as dádivas e com eternas dívidas"

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