As irmãs Clare e Alice foram separadas ainda criança pelo seu irresponsável pai que desapareceu no mundo com Alice e nunca mais voltou pra casa, deixando Claire e a mãe delas completamente em desespero, passados alguns anos Alice entra em contato com sua mãe e irmã por meio de uma carta tentando uma reaproximação para recuperar o tempo perdido, e claro que a família toda entra em êxtase (teste de DNA mandou lembranças aqui), aliás tem todo um trauma por trás da história de ambas as partes, no começo tudo parece ir muito bem até o momento que as irmãs começam a se estranhar.
Considerando a sinopse do livro que informa que uma delas é uma baita mentirosa, o leitor não precisa ser muito esperto pra seguir duas linhas de raciocínio: 1. Clare pode ser uma mulher ultra invejosa e mega possessiva e não quer dividir sua família com uma parente“estranha”e 2. Alice não é quem ela diz ser.
A verdade é que as duas tem pouquíssimas qualidades, mas acredito que seja intencional pra causar aquela paranoia e desconfiança no leitor de criar grandes teorias sobre quem é a real vilã na história, se essa era a intenção real da autora, ela falhou com bastante sucesso kkkkk...
A questão que me intrigou é que o livro todo é narrado em primeira pessoa pela Claire, então só temos o ponto de vista dela que prega que a irmã é um demônio na terra, geralmente esses thrillers que tem conflitos familiares os capítulos são intercalados entre as duas versões, acho que autora pecou aí.
O legal é que a trama tem bastante reviravolta e apesar de ser um dos livros mais previsível que eu já li, você acaba se surpreendendo por conta das motivações, sinceramente eu já sabia quem era a safada e quem era a tonta desde sempre porque no início da história tem uns fatos que entrega bastante o final descaradamente, ou seja, faltou o elemento surpresa.
Esse é aquele tipo de livro que por mais que você saiba o desfecho logo de cara você quer ir até o fim pra presenciar o grande castigo de Deus em cima da cadela rs. Se eu recomendo? Sim, porque você vai sentir muitas coisas lendo (principalmente raiva e indignação, daquelas de tacar o livro na parede), menos tédio.