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    D. Quixote de la Mancha -

    Miguel de Cervantes Saavedra

    Nova Aguilar
    2016
    1056 páginas
    1d 11h 12m
    ISBN-10: 8521001134
    Português Brasileiro
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    1º Edição Luxo - Se a Bíblia é o livro dos livros, D. Quixote é o livro dos leitores. Num ranking universal de “mais vendidos”, encabeça o dos títulos de ficção, enquanto a Bíblia lidera o dos religiosos. Sucesso incontestável de público, consegue o que poucos best-sellers conquistam: o aplauso unânime da crítica e o reconhecimento dos escritores. Uma famosa enquete mundial realizada em 2002 junto a uma centena de grandes escritores — entre eles Salman Rushdie, Nadine Gordimer, V. S. Naipaul, Wole Soyinka, Paul Auster, Orham Pamuk — apontou-o, disparado, como o melhor livro de todos os tempos e países. A história do livro — publicado em duas partes, em 1605 e 1615 — é conhecida de todos: um fidalgo pobre e magérrimo do interior da Espanha perde o juízo de tanto ler romances de cavalaria e cai na estrada investido como cavaleiro andante, levando como escudeiro um vizinho bonachão, gorducho e analfabeto. A história tão simples tem conquistado tantos leitores em sua longa trajetória, podendo hoje afirmar que “Cervantes não é arcaico nem nunca será. Aquele ali é contemporâneo, eterno e será sempre para todas as gerações. E o Quixote ainda hoje é romance de vanguarda. E vai ser até o fim dos tempos” (Ariano Suassuna). Disse o argentino Jorge Luis Borges: “Acredito que os homens continuarão a pensar em D. Quixote porque acima de tudo há uma coisa que não queremos esquecer: uma coisa que nos dá vida de quando em quando, e que às vezes a tira de nós, e essa coisa é a felicidade. E, apesar dos muitos infortúnios de D. Quixote, o livro nos dá como sentimento final a felicidade. E sei que continuará a dar felicidade aos homens. Para repetir uma frase batida e famosa: ‘O belo é uma felicidade eterna’. E de certo modo D. Quixote é essencialmente uma fonte de felicidade. Sempre penso que uma das coisas felizes que me aconteceram na vida é ter conhecido D. Quixote.”

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    Resenhas (1558)Ver mais
    Alessandra Rodrigues  picture
    Alessandra Rodrigues 17/06/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um clássico é um clássico por algum motivo

    Antigamente eu pensava que "Dom Quixote" seria apenas uma sátira às novelas de cavalaria e nada mais, porém descobri nessa leitura elementos que sobressaem em cima disso. É uma constante das narrativas fictícias, ainda que em doses mínimas, desperta em seus leitores reações de surpresas com o desenrolar dos acontecimentos no decorrer da história. Ao moldar a realidade a sua própria maneira de enxergar o mundo, o Cavaleiro da Triste Figura vive um ideal que se distancia da letárgica existência que antes tinha. Cada episódio de sua jornada se torna um acontecimento ímpar na "comparação do seu valoroso ofício", onde tudo pode acontecer sob os argumentos mais absurdos possíveis. Ainda que os méritos dos responsáveis por essa adaptação contemporânea, as narrativas de Dom Quixote surpreendem em natureza e humor tão atuais e familiares. Miguel de Cervantes aos modos de um jornalista, zomba do estereótipo tão popular de homem valente e moral através de uma narração que abrange o delírio narcisista de seu herói e a visão debochada de quem o assiste. Simplesmente não tenho receio de afirmar que o "Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha" é uma obra atemporal que permanecerá sendo lembrada enquanto existir pessoas que prezam uma boa literatura.

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