Eficiência sem Fadiga -

    Narciso Irala

    Edições Loyola
    1969
    212 páginas
    7h 4m
    ISBN-13: 9780000003515
    Português Brasileiro

    Em "Eficiência sem Fadiga" o autor analisa as situação concretas em que se encontra o homem moderno, que muitas vêzes apenas se suporta porque não tem mais tempo e não sabe mais como parar. Alguns homens realizam numa hora o trabalho que outros levam quatro; outros resolvem um problema, tomam uma decisão triunfam de um obstáculo em alguns minutos, enquanto ficam indecisos durante vários dias. Isso se dá -- entre outras razões -- porque alguns homens sabem concentrar-se e mergulhar inteiramente naquilo que estão fazendo no momento presente. "Eficiência sem Fadiga" destina-se, portanto, a todos o que anseiam por encontrar um cmainho que os leve a triunfar nos próprios empreendimentos materiais e intelectuais, pois ensina como superar a barreira imposta pelo dinamismo da vida moderna. Eis, a título de ilustração, alguns pontos tratados pelo autor ao longo destas páginas: -- Memória, atenção, concentração. Como desenvolvê-las e melhorá-las. Distrações. -- Êxito nos estudos e nos negócios. -- Sentimentos nos estudos e nos negócios. -- Sentimentos e emoções. Como suscitar o interêsse e os entusiasmo. -- Como vencer o nervosismo, a tensão, o cansaço, a pressa.

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    Tiago Nunes Braz25/12/2024Resenhou um livro
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    Eficiência sem Fadiga, de Narciso Irala

    “Aquele que, ao iniciar a leitura de um livro, está com o pensamento nos capítulos que ainda faltam, ou que, ao escrever uma carta, se lembra das outras a que ainda tem que responder, corre o perigo de trabalhar sob a pressão de duas ideias simultâneas e portanto, com nervosismo e cansaço” Eficiência sem Fadiga, livro de 1967 escrito por Narciso Irala, missionário jesuíta e psiquiatra, ambiciona ensinar ao leitor como ser eficiente nos estudos, evitando a fadiga e o cansaço que costumam chegar rapidamente. Com esse intuito, o autor passa por quatro fatores principais que influenciam na eficiência e no cansaço: as vidas intelectiva, afetiva, volitiva e orgânica. Em cada fator o leitor é aconselhado com dicas práticas de como realizar o estudo de maneira mais efetiva. É um livro relativamente antigo, e as pressuposições do autor são visíveis - isto é, o fato de ser jesuíta e psiquiatra em um momento da história em que a psiquiatria era dominada por ideais psicanalistas. Assim, há diversas passagens referenciando o “inconsciente”; mas, surpreendentemente, alguns dos exercícios prescritos por Irala lembram muito a meditação e o mindfulness, técnicas que foram incorporadas à psicologia de maneira mais recente, embora presentes nas culturas orientais há milênios. Estas passagens, especificamente, certamente podem ser úteis para o leitor moderno com grande dificuldade de pausar por um momento e viver o presente. Concentrar-se nos estudos por 30min, sem usar o celular, parece cada vez mais difícil, e exercícios de mindfulness que nos auxiliem a lidar com a pressa e a ansiedade podem ser extremamente úteis. Como jesuíta, o autor utiliza seções específicas, a cada capítulo, para fornecer dicas práticas a respeito das orações; imagino que seja útil a quem é cristão. Se não, pode-se simplesmente ler rapidamente ou pular. Muitos dos conselhos do autor podem parecer óbvios - por exemplo, concentrar-se no que se faz, evitar pensar em outras coisas como a quantidade de tempo ou páginas restantes -, mas é fácil deixar de prestar atenção nestes erros quando os fazemos por hábito. É útil que o livro nos faça relembrar disso. Ademais, como não se trata simplesmente de um livro de métodos de estudos, o autor dá um passo em direção à filosofia, e nos sugere termos um ideal - ou seja, um objetivo, uma meta na vida. E, enquanto fazemos as tarefas, estudos ou trabalhos do dia-a-dia, o ideal estará lá, nos guiando em nossas ações. É o motivo pelo que fazemos, e o que irá nos impulsionar quando precisarmos. Na ausência deste ideal, é fácil ter o sentimento de desconexão com nossas atividades. É evidente que o livro tem muitas limitações. É um pouco repetitivo, e do ponto de vista prático sinto que o livro “Você não sabe estudar”, de José Mário Chaves, seja mais útil aos estudantes, por ser bem mais novo e mais bem embasado com a ciência atual. O que Eficiência sem Fadiga adiciona são as reflexões mais profundas - o porquê de fazer o que fazemos, o ideal. Discussões como essas são raras, se não inexistentes, em livros científicos, porém também devem fazer parte do aprendizado de “como estudar” do estudante.

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