Bloodborne, como anteriormente Demon’s Souls, não tem as respostas para ser solucionado dentro do próprio jogo. Não há nenhum diálogo ou descrição de item que dê ao Jogador aquela informação crucial que explica tudo. Não há um detetive brilhante para explicar tudo de maneira condensada. Bloodborne é um livro onde metade das palavras não podem ser compreendidas, e as lacunas têm de ser preenchidos pelo leitor. Não existe resposta para a estória de Bloodborne.. Esse é um jogo que pergunta a você o que pensa. Ele lhe pergunta qual é a sua estória. O que você faz do desconhecido. Essa é a minha estória. Essa é a minha Verdade Arcana.
A Caçada do Sangue-Pálido - Uma Análise de Bloodborne
Redgrave
Edições (1)
Ver maisA prova de que "Bloodborne" é a obra-prima do horror cósmico
Em 2015, a desenvolvedora de jogos FromSoftware, junto do genial Hidetaka Miyazaki (diretor da franquia "Dark Souls", "Demon's Souls", "Sekiro: Shadows Die Twice", do recente "Elden Ring" e outros games conhecidos por sua dificuldade), criou o lendário "Bloodborne". Em um cenário gótico e vitoriano que evoca o horror cósmico de H. P. Lovecraft de maneira nunca antes vista, "Bloodborne" gira em torno de um protagonista que chega até Yharnam buscando o famoso sangue antigo, conhecido por curar qualquer doença. É então que, através de sonhos e pesadelos, ele descobre que o sangue extraído de antigos deuses está transformando os habitantes da cidade em monstros que, claro, ele terá de enfrentar. Em meio à combates frequentes, duelos difíceis de vencer e embates com criaturas extra-dimensionais, nosso caçador irá descobrir os detalhes, os acontecimentos e a verdadeira história que constrói o universo ficcional e rico de "Bloodborne", um dos meus jogos favoritos que, confesso, sou péssima jogando; mas a grandiosa construção de mundo, os elementos lovecraftianos bem abordados e um enredo elaborado cheio de surpresas escondidas me inspira e me interessa de maneira como poucos jogos conseguiram fazer. Assim, já assisti mil vídeos sobre o videogame e li até mesmo os quadrinhos canônicos (já resenhados), até me deparar com "The Paleblood Hunt": há anos, um rapaz com o apelido Redgrave começou uma thread no Reddit sobre a história, os personagens, as lendas e suas próprias teorias a respeito de "Bloodborne". Suas ideias foram um sucesso e ele as transformou em um ensaio que, mais tarde, foi transposto para um audiobook sensacional, narrado por Jay Britton, com sons de fundo que colocam o ouvinte em Yharnam e que demonstra, com maestria, tudo o que Redgrave descobriu sobre o extenso enredo do jogo. É claro que eu adorei saber mais sobre "Bloodborne" e o tanto de informações e detalhes que passam despercebidos mas que, quando conectados, formam uma história cada vez mais gigantesca, intrincada e surpreendente. Além de explorar o papel de cada personagem na trama e os vários locais e como eles se apresentam nesse mundo, eu amei como o autor é capaz de traçar paralelos interessantes da vida real, dos Mitos de Cthulhu e dos principais elementos encontrados em "Bloodborne": sangue (vindo dos Antigos) e insight (nível de conhecimento que, se muito alto, pode levar alguém à loucura). Pra mim, muitas das conexões e observações de Redgrave fazem absoluto sentido, enquanto acredito que poucas teorias vão muito além e até se contradizem; ainda assim, amei mergulhar novamente nesse universo pelo qual sou apaixonada e entender ainda mais tantos acontecimentos, situações, tópicos, fatores e conhecimentos de "Bloodborne" que apenas os fãs mais fiéis do jogo poderiam apreciar! Mais resenhas no instagram literário @livre_em_livros e no canal do Youtube "Livre em Livros"!
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