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    O Vale da Paixão -

    Lídia Jorge

    Leya
    2009
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9789896530013
    Português
    3.2
    11 avaliações
    Leram11Lendo0Querem8Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados8Avaliaram11

    O Vale da Paixão foi publicado em 1998, pelas Publicações Dom Quixote. A ação se reporta há cerca de cinquenta anos do século passado, invocados através da voz de uma narradora que nunca nomeia a si mesma. Durante uma noite, depois de ter recebido uma manta de soldado, relíquia de Walter Dias, seu pai, clama pela sua figura, reconstitui a sua vida de trotamundos, reabilitando a sua imagem e transformando-o de banido em herói, através de um discurso poético dramatizado. Custódio Dias, o tio coxo que lhe serviu de pai, Francisco Dias, o avô, ou a mãe, Maria Ema, entre outros, compõem um romance de família. A figura de Walter Dias tem sido apontada como uma personagem fortemente representativa da diáspora portuguesa e europeia do século XX. Sobre este livro, a autora costuma referir o título original, "Diante da Manta do Soldado", como aquele que melhor teria traduzido a atmosfera da narrativa. O Vale da Paixão obteve o Prêmio D.Diniz da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio PEN Clube Português de Ficção, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa e o Prix Jean Monnet de Littérature Européenne do Ano 2000.

    Resenhas (2)Ver mais
    Thayna  picture
    Thayna 31/01/2015Resenhou um livro
    0

    Resenha: O Vale da Paixão - Lídia Jorge

    Alguns livros levam apenas alguns dias para serem lidos. Outros, meses. O Vale da Paixão ficou na última categoria comigo. Comecei a lê-lo em agosto do ano passado e terminei apenas agora. Eu também não o li continuamente não, em diversos momentos tive de “abandonar” a leitura, porque os meses finais do ano passado foram bem corridos. E, esse livro é daqueles que a gente simplesmente não consegue sentar e ler, num fôlego, 50 páginas. Não por ser chato (de maneira nenhuma!) e sim por ser complexo. Explico. Lídia Jorge é uma escritora portuguesa de muita importância para a literatura nacional. Ela possui formação em filologia (ciência que estuda criticamente os textos escritos antigos de uma dada língua, para recuperar seu significado) e é daquelas pessoas que colecionam títulos acadêmicos e literários os mais diversos. Sua obra é de peso, considerada como revolucionária da literatura portuguesa. Tal como obras de autoras brasileiras consagradas como Clarisse Lispector ou Rachel de Queiroz, a prosa de Lídia não é de fácil leitura e, por isso, talvez possa ser impopular. Mas, assim como Clarisse e Rachel representam algo incrível no quesito literário, também O Vale da Paixão é uma leitura obrigatória, pelo menos para pessoas que são da área das linguagens, como eu. A narrativa gira em torno de uma família residente em São Sebastião dos Valmares, uma aldeia próxima ao mar. Francisco Dias, o pai de família, comanda seus diversos filhos no trabalho árduo da propriedade, exceto o mais novo, Walter, que desde cedo se mostra um rebelde. Os protagonistas da história são, no entanto, Walter e sua filha. Por mais que a história seja interessante é a forma de narrar que prende, que nos faz refletir e pensar, que possui tanta beleza e complexidade que é preciso uma pausa para respirar, absorver e pensar no que se leu. “À distância, o tempo que iria iniciar-se parece um entreacto, uma rápida cena que decorre entre uma porta que se abre a Leste e uma outra que se fecha a Ocidente, e entre essas duas cortinas, ocorre um sussurro, um sobressalto, uma excitação, como se a areia fria do Inverno fervesse. Um vento soprando do interior da terra açoitasse os vestidos, as abas dos casacos, as copas dos guarda-chuvas. E tudo isso tivesse acontecido durante um só dia, uma só hora. Antes o silêncio, depois o silêncio. Como se esse tempo tivesse sido escavado no século para condensar a vida. Porque tudo o que aconteceu teve por finalidade aquele tempo, e tudo o que veio depois, dele decorreu como a réplica desse tumulto, desse foguete, essa combustão ocorrida no interior da casa e que se repercutia na vegetação, nas nuvens velozes que passavam em forma de peitos de rola, provenientes do mar.” pág. 81 Walter, o filho rebelde de Francisco Dias, leva uma vida dissoluta e acaba engravidando um jovem da vizinhança, Maria Ema. Grávida, a jovem é abandonada pelos pais na porta da casa de Valmares. (...) Continue lendo meus comentários sobre o livro lá no meu blog -->https://minhaurora.wordpress.com/2015/01/31/resenha-o-vale-da-paixao-lidia-jorge/

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    Lídia Jorge

    Nasceu no Algarve, passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, formou-se em Filologia Românica na Universidade de Lisboa, deu aulas, escreveu quinze livros editados em várias línguas, entre eles, romances, antologias de contos, uma peça de teatro. Contrato Sentimental, apresentado no dia 4 de Setembro no Teatro Aberto, é o seu mais recente lançamento. Combateremos a Sombra, o seu romance apresentado em Março de 2007 na Casa Fernando Pessoa, esteve na origem do Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores/Millenium BCP, que lhe foi entregue no dia 25 de Novembro de 2007.

    52 Livros
    9 Seguidores
    Algarve, Portugal

    Lídia Jorge