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    Ninfa moderna -

    Georges Didi-Huberman

    Imago
    2019
    163 páginas
    5h 26m
    ISBN-10: 9899939358
    Português
    5
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    A história das imagens não vive apenas ao ritmo manifesto dos renascimentos e obsolescências; vive ainda ao ritmo latente das Sobrevivências. Já Aby Warburg, que interrogara a arte ocidental sob o prisma da 'Sobrevivência da Antiguidade', prestara particular atenção a essa figura móvel e vestida com panejamentos esvoaçantes que apelidaria de Ninfa, semi-deusa ou personificação dos eternos retornos das formas antigas. Este livro aprofunda e prolonga a investigação warburguiana da Ninfa, do seu corpo, pose e panejamentos, entre a Antiguidade e os seus avatares contemporâneos. A argumentação desenvolve-se como o desenrolar de uma montagem cinematográfica, entre a lenta queda da Ninfa, também do seu panejamento, que se desprenderá do seu corpo até cair no ponto mais baixo da representação. As Vénus alongadas da Renascença e as mártires barrocas tombadas por terra, definem uma trajectória que será sublinhada por artistas como Atget, Brassaï, Picasso, Moholy-Nagy, Fleischer, McQueen, entre outros - que, ao debruçarem-se sobre o que nas ruas das grandes cidades se encontra caído, como os panos amarfanhados nas sarjetas de Paris, constituindo um surpreendente e estranho leitmotiv da modernidade.

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    Georges Didi-Huberman

    Georges Didi-Huberman, nascido em Saint-Étienne em 1953, é filósofo, historiador, crítico de arte e professor da École de Hautes Études em Sciences Sociales, em Paris. É considerado um dos mais importantes estudiosos contemporâneos da imagem. Publicou, entre outros títulos, La Peinture incarnée, suivi de Le chef-d’oeuvre inconnu par Honoré de Balzac, Devant l’image.

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    17 Seguidores

    Georges Didi-Huberman