The Cold War is at its most chill. Alec Leamas, a seasoned British Intelligence officer whose entire East German network has been arrested or shot, leaves West Berlin for London, believing his career is over. Alec Leamas is tired. It's the 1960s, he's been out in the cold for years, spying in Berlin for his British masters, and has seen too many good agents murdered for their troubles. Now Control wants to bring him in at last - but only after one final assignment. He must travel deep into the heart of Communist Germany and betray his country, a job that he will do with his usual cynical professionalism. But when George Smiley tries to help a young woman Leamas has befriended, Leamas's mission may prove to be the worst thing he could ever have done. In le Carré's breakthrough work of 1963, the spy story is reborn as a gritty and terrible tale of men who are caught up in politics beyond their imagining. 'Superbly constructed, with an atmosphere of chilly hell' J.B. Priestley 'The best spy story I have ever read' Graham Greene 'The master storyteller ... has lost none of his cunning' A. N. Wilson 'I have re-read The Spy Who Came In From The Cold over and over again since I first encountered it in my teens, just to remind myself how extraordinary a work of fiction can be' Malcolm Gladwell 'One of those very rare novels that changes the way you look at the world. Unflinching, highly sophisticated, superb' William Boyd
The Spy Who Came in from the Cold -
John Le Carré
Edições (2)
Ver maisA segurança de permanecer no frio
Há-que se ter em mente que não existe realmente algo que possa ser chamado de literatura populista. Se foi ou é vendável, há a indicação de popularidade em um determinado nicho, e isso não é necessariamente ruim. Paulo Coelho é ruim? Talvez não, mas eu não leio com o mesmo ardor de quando tinha 15 anos, primeiro porque nem ao menos acho que aquilo possa ser chamado de literatura e segundo por que tenho -20% de interesse em auto-ajuda, mas esta é apenas a minha opinião, que eu não espero que seja compartilhada por ninguém. O caso é, se vende, não quer dizer que seja ruim ou mal feito. Cresci vendo minha mãe lendo John le Carré e sentindo uma espécie de asco. As amigas dela liam, todos os adultos naquele tempo liam os livros dele. Eu apenas negava aquela existência quase onipresente. Até que ela desapareceu por completo e, como não poderia deixar de ser, reapareceu, como que por mágica. Não vou perder nada lendo, então, vamos lá, disse a mim mesmo, sabendo que perdi um bocado lendo histórias de magos, alquimistas, valquírias e pessoas sentadas em pedras chorando perto dum rio ou algo assim quem se importa. O espião que veio do frio é uma obra e tanto. Tem todo o detalhamento de uma obra de literatura de alto nível, mais os personagens claramente delineados, mais o embasamento histórico e uma ação real ao ponto de me deixar ofegando no sofá, quando normalmente só as histórias da Anaïs Nin me fazem ofegar. Le Carré compôs uma obra capaz de transportar qualquer leitor com um pouco de imaginação e background histórico até os anos 60, quando o mundo estava se dividindo em blocos e espiões eram mais comuns do que padeiros ou açougueiros. Ele consegue - in media res - explicar a situação atual e o fundo histórico do zero, e não soar nem educativo e nem pedante. É como começar a ler a Divina Comédia pelo Paraíso e ver a explicação do Purgatório e do Inferno entre uma linha e outra. Há uma tangível sensação de "mais por menos", como se você estivesse lendo um livro com três histórias ao mesmo tempo, onde uma não atrapalha a outra e todas se conectam no final. Gênio. O final é do tipo "bom, não poderia ser de outro modo" o que dá uma sensação mista de "Ah, sim, só que não", como quando o time adversário faz um gol contra numa partida de caridade. Mas a verdade é que o livro deixa impressões fortes e sentimentos dificilmente contidos, ainda mais no diálogo final entre o personagem principal e seu par romântico, quando diz que somos apenas detalhes desimportantes, inseridos em um mundo e em um sistema grade demais, complexo demais para ser entendido, para ser modificado. O mundo é frio e sair dele representa um risco maior do que tentar cruzar o muro de Berlim de bicicleta sem a documentação exigida.
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