1906: A large manor house, Wake's End, sits on the edge of a bleak Fen, just outside the town of Wakenhyrst. It is the home of Edmund Stearn and his family – a historian, scholar and land-owner, he's an upstanding member of the local community. But all is not well at Wake's End. Edmund dominates his family tyrannically, in particular daughter Maud. When Maud's mother dies in childbirth and she's left alone with her strict, disciplinarian father, Maud's isolation drives her to her father's study, where she happens upon his diary. During a walk through the local church yard, Edmund spots an eye in the undergrowth. His terror is only briefly abated when he discovers its actually a painting, a 'doom', taken from the church. It's horrifying in its depiction of hell, and Edmund wants nothing more to do with it despite his historical significance. But the doom keeps returning to his mind. The stench of the Fen permeates the house, even with the windows closed. And when he lies awake at night, he hears a scratching sound – like claws on the wooden floor... Wakenhyrst is a terrifying ghost story, an atmospheric slice of gothic, a brilliant exploration of the boundaries between the real and the supernatural, and a descent into the mind of a psychopath.
Wakenhyrst (English Edition) -
Michelle Paver
Edições (1)
Ver maisÓtimo livro gótico
Mansões antigas, charnecas, superstições, era medieval, medo de demônios e assassinatos. Wakenhyrst tem vários elementos que o tornam um excelente livro gótico. O livro se inicia com uma idosa reclusa chamada Maud que, por problemas financeiros, decide finalmente contar o que aconteceu no início do século XX na mansão inglesa the Wake's End, no vilarejo de Wakenhyrst, quando o seu pai, respeitado historiador medieval e membro da comunidade, mata algumas pessoas aparentemente em um episódio de loucura. A história, que se desenvolve lentamente, mostra a vida de Maud em um ambiente opressivo apesar de privilegiado: seu pai não esconde o desgosto que sente pelo sexo feminino, e o peso do patriarcado e da religião podam qualquer oportunidade que ela possa ter. A atmosfera é um dos pontos fortes do livro, tanto no aspecto da descrição da natureza e dos costumes das pessoas, quanto na utilização de elementos medievais que combinam a peste negra, místicos religiosos e a histeria em relação ao demônio, bem como referências como Paraíso Perdido e as pinturas de Hieronymus Bosch. Gosto muito de como partes do romance são feitas de forma epistolar, apresentando entradas do diário do pai de Maud, para que o leitor entenda o que o levou ao assassinato. O livro tem um ritmo bem lento, mas acredito que seja necessário. A perda de sanidade de um individuo, até que se mate alguém, nunca é rápida. Por fim, não dou uma nota perfeita por dois aspectos: a narrativa, apesar de bem escrita, se apoia muito no "dizer" e pouco no "mostrar". O narrador sempre "diz" o que Maud fez ou pensou ao invés de "mostrar" suas ações e as consequências destas. Creio que isso crie uma distância entre o leitor e a história sendo narrada; o segundo aspecto foi de linguagem. Li o livro em inglês e a autora escreveu o sotaque de vários personagens foneticamente. Apesar de não ter dificuldade com a língua, a descrição fonética de alguns sotaques da Inglaterra me confundiu. Ainda assim, o livro é excelente e já virou um dos meus favoritos.
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